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Economia

BC dos EUA poderá aumentar juros em dezembro

04 de novembro 2015 - 18h12 Por Do G1/Douranews
BC dos EUA poderá aumentar juros em dezembro

A economia dos Estados Unidos está apresentando "boa performance" e poderia justificar aumento da taxa de juros em dezembro, afirmou a chair do Federal Reserve, Janet Yellen, ao Congresso nesta quarta-feira (4).

"Eu vejo que a subutilização dos recursos de trabalho tem diminuído significativamente", disse Yellen, acrescentando que a inflação deverá subir no médio prazo.

O Fed está "esperando que a economia continuará crescendo a um ritmo para voltar à nossa meta de inflação a médio prazo", disse ela. "Se a informação futura sustentar essa expectativa..., dezembro seria uma possibilidade viva" para aumento da taxa, acrescentou Yellen.

Juros perto de zero desde 2008
A taxa básica de juros dos EUA (equivalente à Selic brasileira), vem sendo mantida no piso histórico desde o final de 2008, quando foi reduzida para dar fôlego à economia norte-americana durante a crise financeira internacional. A última elevação dos juros ocorreu em junho de 2006.

Efeitos para o Brasil
Em tese, a manutenção dos juros nos EUA evita temores de uma turbulência em mercados emergentes. Para o economista especializado em administração de investimentos Marcelo d’Agosto,  a volatilidade dos mercados mundiais seria o efeito mais imediato de uma possível elevação.

"No Brasil ainda mais, por ser um mercado um pouco mais fragilizado, especialmente depois de perder o grau de investimento", disse em setembro, diante da expectativa de elevação.

Contudo, o professor de finanças da Universidade de Stanford, Darrell Duffie, afirmou em agosto, em Campos de Jordão, que a alta dos juros nos EUA poderia beneficiar o Brasil,  apesar de provocar uma possível fuga de recursos dos investidores.

“Há alguns benefícios, porque se a economia dos EUA é um motor de crescimento global e a alta dos juros indica que ela está melhorando, então haverá maior demanda por produtos manufaturados de países como o Brasil, que terá preços atrativos de seus produtos e poderá vender mais para essas economias”, afirmou Duffie.