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Com alívio na China dólar cai abaixo de R$ 4

13 de janeiro 2016 - 19h30 Por O Globo/Douranews
Com alívio na China dólar cai abaixo de R$ 4 Com alívio na China dólar cai — Chris Ratcliffe

Dados melhores da economia chinesa fazem o dólar ser negociado abaixo dos R$ 4 nesta quarta-feira. Às 15h, a moeda americana era cotada a R$ 3,989 na compra e a R$ 3,991 na venda, um recuo de 1,35% ante o real - na mínima chegou a R$ 3,972. Esse é o segundo pregão consecutivo de queda. Já a Bolsa de Valores de São Paulo passou para o terreno negativo com um novo recuo nos preços do petróleo no mercado internacional. O Ibovespa cai 0,73%, aos 39.226 pontos.

O analista chefe da Guide Investimentos, Luis Gustavo Pereira, avalia que os dados melhores na balança comercial chinesa reduziram a aversão ao risco, o que favorece as moedas emergentes. No entanto, avalia que ainda é cedo para afastar os temores de uma maior desaceleração na China.

— As Bolsas estão recuperando parte das perdas devido aos dados da balança chinesa, mas isso pode ser um movimento pontual. Vai ser necessário observar os próximos dados — disse.

A China tem sido a principal causa de volatilidade neste início de ano. Mas os dados melhores que o esperado da balança comercial, em que as exportações recuaram apenas 1,4%, bem abaixo do previsto, e as importações tiveram uma retração de 7,6%, enquanto era esperada uma queda de dois dígitos - as importações de petróleo e minério de ferro apresentaram desempenho melhor também, o que beneficia as moedas dos países exportadores desses produtos. O barril do tipo Brent chegou a subir quase 3% nesta quarta-feira, mas passou a cair após a divulgação de um forte aumento de estoques do produto nos Estados Unidos.

O "dollar index", que é calculado pela Bloomberg e mede o comportamento do dólar ante uma cesta de dez moedas, está praticamente estável, com leve alta de 0,11%.

Também nesta quarta-feira, o governo chinês permitiu uma leve desvalorização do yuan. "A melhora do ambiente global em decorrência do alívio com o dado chinês, contribuiu nessa madrugada para a alta das commodities, incluindo o petróleo, produzindo um efeito positivo junto às principais bolsas europeias", afirmou, em relatório a analistas, Ricardo Gomes da Silva, analista da Correparti Corretora de Câmbio.

Leve recuperação na Bolsa

A recuperação no preço das commodities contribui para a alta das ações da Petrobras e da Vale e fez com que o Ibovespa ficasse em alta até o início da tarde. No entanto, o petróleo passou a cair de forma significativa após a divulgação do aumento dos estoques nos Estados Unidos - o do tipo Brent recuava 0,71% a US$ 30,64%. As ações preferenciais da estatal registram queda de 1,62%, cotadas a R$ 5,44, e as ordinárias têm leve queda de 0,42%, a R$ 6,97. No caso da Vale, as PNs caem 3,58% e as ONs têm desvalorização de 5,10%.

— O petróleo passou a cair e o mercado virou junto. Com isso, as ações da Vale também aceleraram a queda. Internamente está tudo ruim, com revisões de maior recessão em 2016, aliado à queda do preço das commodities no exterior — avaliou Luiz Roberto Monteiro, operador da corretora Renascença.

De positivo, houve o aumento das vendas de varejo em novembro ante o mês anterior surpreendeu analistas, o que ajuda os papéis de algumas empresas do setor. As ações da Lojas Renner avançam 1,31%. Pereira, da Guide, no entanto, vê com cautela essa recuperação.

— A Renner é uma empresa de qualidade é acaba tendo um desempenho mais forte. Mas de certa forma o que a gente vê é uma tendência ainda não muito positiva para o setor — disse.

E apesar dos dados melhores na China, as Bolsas americanas iniciaram os negócios em queda. O Dow Jones cai 0,58% e o S&P 500 tem leve recuo de 0,19%. com isso, o DAX, de Frankfurt, perdeu força e agora cai 0,25%. O CAC 40, da Bolsa de Paris, sobe 0,30% e o FTSE 100, de Londres, tem variação positiva de 0,54%.