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Não é o momento de fazer leilões de petróleo, diz Dilma

15 de janeiro 2016 - 17h39 Por Do G1/Douranews
Não é o momento de fazer leilões de petróleo, diz Dilma

A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta sexta-feira (15), em café da manhã oferecido a jornalistas no Palácio do Planalto, que o momento não é propício para o governo fazer leilões de campos de exploração de petróleo. Ela citou o preço atual do barril do petróleo que, em baixa, tem girado em torno de US$ 30.

Ao falar sobre o assunto, a presidente informou que o governo avalia realizar leilões em poços menores e em áreas “menos rentáveis”. A queda no preço do barril gera prejuízos aos principais produtores de petróleo e tem inluência direta nas bolsas de valores e no mercado de ações.

"Ninguém faz leilão de bloco de exploração [de poços, com o preço do barril do petróleo] a US$ 30 [...] Como faço, em 2016, com o petróleo a US$ 30, uma concessão de 30 anos?", declarou a presidente.

"Não é o momento. Talvez poços menores. Estamos olhando isso em áreas menos rentáveis", acrescentou ela no café da manhã.

No início deste mês, o preço do barril ficou abaixo dos US$ 35 pela primeira vez desde 2004. Segundo a presidente, três fatores têm influência direta na recorrente queda do preço: queda na demanda, excesso de oferta e “variantes financeiras”, que levam, segundo ela, a uma “pressão baixista”.

Dilma destacou que o mundo assiste ao fim do chamado “super ciclo das commodities” e que, por isso, o preço do petróleo têm caído em todos os países desde 2013. Para a presidente, com o petróleo a preços mais baixos, toda a economia internacional é afetada.“Agora, se o preço vai chegar a outros níveis, isso eu não sei, ninguém sabe”, declarou.

Segundo Dilma, o fato de haver queda no preço do barril “não é a maior preocupação” em relação à Petrobras. Contudo, ela não chegou a citar os desdobramentos da Operação Lava Jato, que investiga um esquema de corrupção que atuou na estatal.

“A Petrobras é uma das maiores empresas do país. Nós todos temos de nos preocupar com ela. Temos de evitar projeções sinistras. [...] Tenho lido na imprensa que a Petrobras para com [o preço do barril] a US$ 30. A Petrobras para? Não. Tanto que esta situação não é o que nos leva a nos preocupar com a Petrobras. [...] O que faremos [de agora em diante] será em função dos cenários nacional e internacional”, disse.

"Eu acredito que os fatores têm uma dinâmica que, a partir de um certo momento, os fatores começarão a contar o patamar de queda", acrescentou.

Pré-sal
Apesar da queda mundial do preço do petróleo, a presidente disse que a exploração na camada do pré-sal é "viável". Ela disse que a produtividade do pré-sal alcançou o patamar de 800 mil barris por dia.

“No caso do petróleo do pré-sal, ele é vantajoso, é viável e estamos produzindo 800 mil barris por dia. E olha que disseram que a gente não exploraria", afirmou.

"Se o preço [do barril] continuar caindo no mundo, todo mundo vai ter que ver o que fazer, mas ele [petróleo do pré-sal] é viável, sim", concluiu.