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Segundo Anfavea produção de veículos sobe 39% em fevereiro

07 de março 2017 - 16h17 Por Redação Douranews
Segundo Anfavea  produção de veículos sobe 39% em fevereiro Fábrica da Chevrolet em Gravataí, RS — Divulgação

A produção de carros, comerciais leves (picapes e furgões), caminhões e ônibus no Brasil cresceu 39% em fevereiro, na comparação com 1 ano atrás. Segundo a associação das montadoras, a Anfavea, 200.385 veículos saíram das fábricas no mês passado.

"É um bom número, mas ainda estamos nos números (semelhantes aos) de 2006. Só superando o ano passado. É um número ok, mas ainda não compensa a capacidade ociosa", avaliou Antonio Megale, presidente da Anfavea.

Em janeiro passado, a alta havia sido de 17%, também em relação ao mesmo mês de 2016. No ano passado, a produção recuou 11%, comparada à de 2015, fazendo a indústria automotiva retornar ao nível de 2004.

Queda nas vendas internas
As vendas no mercado interno em fevereiro caíram 7,6% frente a 1 ano atrás, como já tinha adiantado a federação das concessionárias, a Fenabrave. Foram emplacadas 135,7 mil unidades no mês passado.

"Mais uma vez tivemos números decepcionantes em licenciamentos. O mercado ainda está fraco, tínhamos a expectativa de melhor desempenho", disse Megale.
"O carnaval e o problema no Espírito Santo (onde houve paralisação da PM) contribuíram para o desempenho", completou.

Exportações sobem 82%
As exportações, no entanto, aumentaram 82%, para 66.268 unidades. "Foi o melhor fevereiro e o melhor bimestre da história. Isso reflete o esforço das empresas para as exportações. Ajuda, mas não resolve o problema", avalia Megale.

Os comerciais leves, que são as picapes e os furgões, foram o segmento com maior alta, de 182,6%, seguidos pelos automóveis, com 73%. Todos os segmentos tiveram mais exportações em fevereiro, exceto o de caminhões pesados e ônibus, com alto valor agregado.

Empregos
O número de empregados nas montadoras caiu 9% em fevereiro na comparação com o mesmo mês de 2016, para 121,5 mil, volume estável em relação a janeiro. "O número de postos de trabalho ainda é equivalente ao de 2008", comparou o presidente da Anfavea.