O prefeito Alam Guedes está num aperto, “com a corda no pescoço”, definiu a líder do movimento empresarial que esteve na manhã desta terça-feira (30) na Prefeitura, Iza Marcondes, após ouvir os argumentos do chefe do Executivo de que apenas segue o decreto do governador Reinaldo Azambuja, reforçado com a recomendação do MPE (Ministério Público do Estado) em relação ao cumprimento do horário de funcionamento do comércio e ao toque de recolher instituído na cidade.
A gente percebe que o setor de eventos “está falido de vez”, e que todos querem apenas trabalhar, avalia a empresária do setor noturno. “Eu mesmo fui pra rua porque ‘vermelhei’, já perdi o que tinha, trabalho conforme a lei e não tinha mais o que fazer”, disse ela.
Após conversar com o prefeito e assessores, a comissão de empresários decidiu aguardar até segunda-feira (5), depois que vence o período da vigência do decreto de contenção da aglomeração, previsto para domingo (4) no Estado. “Se não vier nenhuma novidade, vamos procurar os deputados estaduais e o Ministério Público e pedir pra eles intervirem no Governo, é a única saída”, sugeriu a empresária.