Sem gente, sem aglomeração, com responsabilidade e distanciamento, Covid é perigo menor — Divulgação
O município de Dourados entrará em lockdown a partir desyte domingo (30) para tentar frear a disseminação da Covid-19. A medida é considerada a mais severa no enfrentamento a pandemia, porém se faz altamente necessária diante do quadro de quase 200 novos casos da doença por dia e de uma média de 50 pessoas na fila de espera por uma vaga de UTI, segundo a assessoria de comunicação do Município.
Segundo o último boletim do Prosseguir (Programa de Saúde e Segurança da Economia de Mato Grosso do Sul), Dourados foi classificado na bandeira cinza, considerado o grau extremo de contaminação e voltar a figurar como o epicentro da doença no Estado. “Se nenhuma medida efetiva for tomada no nosso município podemos perder o controle da situação”, admitiu Guedes.
O médico infectologista, David Caravelas, que preside o Comitê de Gerenciamento da Crise do Coronavírus em Dourados, disse que, do ponto de vista, é preciso medidas de restrição para tentar diminuir a contaminação. Na Nota Técnica do Comitê, atualizada no dia 20 de março, quando a cidade tinha a metade do número de óbitos em relação aos mais recentes boletins da pandemia, já era recomendada medida emergencial para conter “o estado de calamidade”, como a situação foi definida na época.
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A assessoria de comunicação do Município ouviu também o parecer da diretora técnica da Funsaud (Fundação dos Serviços de Saúde de Dourados), Ângela Marin. Ela afirma que a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) está totalmente voltada para o atendimento do paciente com covid. “Hoje tenho 25 pessoas internadas na UPA e 12 solicitações para UTI. A UPA não foi prevista para esses atendimentos”, reage, diante da ineficiência do setor para a cobertura de situações extremas.
A promotora Rosalina Cruz, representante do Ministério Público Estadual nos entendimentos que chegaram ao lockdown, considerou que as medidas precisam ser duras e para todos, mas observou que “a postura e as medidas adotadas pelo prefeito, se tiverem o respaldo jurídico, ao MPE caberá fiscalizar.
Alan Guedes, com o coração partido, disse entender a situação do setor econômico de da importância desse segmento para o município e a região. “Mas, não vou ficar marcado na história por não ter feito o que deveria ter feito, chegamos no limite”, repetiu, ao pedir aos colegas prefeitos da região para que o ajudem, orientando às pessoas que não venham a Dourados nesse período.