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Alan Guedes ignora pedido de 7.000 trabalhadores em ‘relaxamento’ de decreto

31 de maio 2021 - 20h00 Por Redação Douranews
Alan Guedes ignora pedido de 7.000 trabalhadores em ‘relaxamento’ de decreto

O prefeito Alan Guedes (PP) mostra, cinco meses depois de ter assumido o comando da cidade, que o compromisso de “cuidar bem das pessoas”, como prova do “amor por Dourados” declarado nos programas da campanha eleitoral, está integralmente voltado agora à parcela da população que pode acrescentar dividendos aos cofres do Município.

Tanto é que, dois dias depois de editado o Decreto 400, que instituiu o lockdown na cidade até o dia 12 de junho, Guedes já cedeu à pressão dos escritórios de contabilidade, que saem do ‘lockdown’ e poderão funcionar com as portas fechadas e sem atendimento ao público. Esse, aliás, era o pleito dos comerciantes, que o prefeito se recusou a ouvir e ainda mandou prender um dos participantes da manifestação realizada no final da manhã desta segunda-feira (31) na porta do gabinete dele.

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De acordo com porta-vozes do prefeito, algumas situações ficaram ‘omissas’ na publicação do decreto. Ele ainda acrescentou a “prática esportiva individual” ao artigo que veda atividades físicas durante a pandemia, antes limitado ao esporte coletivo, o que pode ter induzido alguns a até postarem fotos de caminhada no final de semana.

O ‘relaxamento’ de algumas medidas, tornado público, serve, entretanto, para que outros setores que venham a se sentir lesados pelo Decreto 400, recorram ao dispositivo do parágrafo 8 do artigo 1, encaminhando ao Comitê Extraordinário Covid-19, que é presidido justamente pelo prefeito que não quis ouvir o pleito de cerca de 7.000 trabalhadores e de empresários do comércio logo pela manhã, e encaminhem os pedidos de “alterações pontuais”, como preferem definir os dirigentes municipais, através do e-mail: comiteextraordiná[email protected].

Afinal, é o próprio chefe da PGM (Procuradoria Geral do Município), advogado Paulo César Nunes da Silva, quem garante: “situações que ficaram omissas podem ser revistas, depois de submetidas a avaliação no e-mail do Comitê”, conforme destacou em entrevista no final de semana aos entrevistadores do programa ‘Espaço Aberto” na rádio Grande FM.