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Alan Guedes nega pedido do Exército para não parar obra do aeroporto

01 de junho 2021 - 19h22 Por Redação Douranews
Alan Guedes nega pedido do Exército para não parar obra do aeroporto Obras, com prazo determinado para entrega, são interrompidas por ato de 'insanidade' em Dourados — Divulgação

O prefeito Alan Guedes, orientado pela banca que compõe o ‘núcleo duro’ do poder, recusou-se a atender os pleitos do Exército Brasileiro diante da solicitação, encaminhada via Acomac (Associação das Empresas de Materiais de Construção) e revendedoras de materiais na cidade, para que não fosse interrompido o fornecimento de matéria-prima durante o período de lockdown, considerando o cronograma estabelecido para as obras de ampliação e readequação do Aeroporto municipal em Dourados.

Conforme o Decreto 400, de 28 de maio, que paralisou a atividade produtiva em Dourados até o dia 12 deste mês, e ainda com ameaça de prorrogação, caso não surta os efeitos iniciais desejados, toda a atividade da construção civil permanecerá interrompida nesse período, além do comércio em geral e o setor de serviços, medida que impacta, diretamente, mais de 7.000 famílias do comércio e outros mais de 5.000 trabalhadores da construção civil e interrompe o setor de prestação de serviços da cidade e região.

“Qualquer atraso por fornecimento de insumos irá gerar danos à União, além da não abertura do aeroporto prevista para o final de outubro”, descreveu o capitão Wagner Lopes Donato, em ofício datado do dia 29 de maio, em nome da 1ª. Cia de Construções do 9º. BEC (Batalhão de Engenharia de Construção) do Exército, responsável pela obra de ampliação e readequação do aeroporto ‘Francisco de Matos Pereira’, em Dourados.

exercito obra

Trecho de ofício encaminhado ao setor de materiais de construção e que prefeito se recusou a atender

O prefeito Alan Guedes não só se recusou a receber o ofício com a solicitação, como também, negou-se a receber em audiência grupo de fornecedores de materiais que se prontificaram a apresentar um protocolo de biossegurança nesse sentido, capaz de assegurar o fornecimento e a entrega do material, garantindo as condições sanitárias do pessoal envolvido na atividade.

Outras obras estratégicas, como a conclusão da primeira fase de construção do Hospital Regional da Grande Dourados, para atender a macrorregião e da sede própria para o DOF (Departamento de Operações de Fronteira), responsável pelo atendimento de mais de 1.500 km de fronteira seca na área de segurança e repreensão ao tráfico, também estão interrompidas por força do Decreto 400.