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Economia

Plano Riedel é anunciado e MS é destaque nacional em estratégias de retomada econômica

05 de julho 2021 - 21h01 Por Redação Douranews
Plano Riedel é anunciado e MS é destaque nacional em estratégias de retomada econômica Secretário Eduardo Riedel monitora plano de obras e de recuperação econômica do Estado — Divulgação

A semana começou com notícias que finalmente trazem fôlego para os setores mais afetadas pela pandemia em Mato Grosso do Sul. O governador Reinaldo Azambuja e o secretário de Infraestrutura, Eduardo Riedel, anunciaram o plano de retomada que vai injetar recursos da ordem de R$ 800 milhões como tábua de salvação para as empresas e os setores que foram fortemente prejudicados pelo coronavírus.

A lista de benefícios está sendo de Plano Riedel, justamente pelo fato de que foi o secretário de Infraestrutura o responsável por ouvir os setores impactados, levantar as demandas e verificar o modo mais eficiente de apoio para os segmentos de bares, restaurantes, cultura, turismo e o empresariado.

Durante o anúncio, o governador Reinaldo Azambuja, detalhou as inciativas. “Acabei de anunciar as medidas de R$ 763 milhões que vão apoiar os setores mais atingidos pela crise da Covid-19. Os novos benefícios abrangem três eixos - auxílio financeiro, medidas fiscais e microcrédito orientado - e representam a maior investida contra os impactos econômicos provocados pela pandemia”.

“Dentre elas, a que garante a cerca de mil profissionais dos setores de turismo, bares e restaurantes como guias de turismo, agentes de viagem, organizadores de eventos, microempreendedores individuais e ambulantes do setor de alimentação vão receber um auxílio de R$ 1.000,00 por mês, durante seis meses”, citou.

O plano foi elaborado após o secretário Riedel ouvir todos os envolvidos nos últimos meses. Após as reuniões, Riedel elencou os pontos mais relevantes e que, de fato, o Governo do Estado poderia realizar para suporte aos setores. “Hoje trazemos o resultado do trabalho conjunto, de muita discussão, de entender profundamente os efeitos da pandemia, complexa por natureza, com consequências na área social e econômica. Hoje estamos vivendo um passo importante, para resolver os impactos econômicos e sociais, temos que estender a mão, apoiar para poder resgatar”.

Com esse apoio, Mato Grosso do Sul pode ser considerado um estado pioneiro na tomada de medidas para salvar a economia. “Eu acho que a pandemia pegou todo mundo de surpresa e com consequência muito grave para todos. Primeiro o foco sempre foi salvar vidas. O Estado procurou sempre equilibrar as medidas de saúde com as consequências sociais. Na saúde, conseguimos quintuplicar o número de leitos e mesmo tentando equilibrar com a economia houveram prejuízos, então o plano vem para tentar retomar a economia o mais rápido possível. É um programa para atacar a consequência da pandemia”.

Veja quais são os principais pontos do Plano de Retomada:

• Mil profissionais dos setores de turismo, bares e restaurantes, como guias de turismo, agentes de viagem, organizadores de eventos, microempreendedores individuais e ambulantes do setor de alimentação vão receber um auxílio de R$ 1.000 por mês, durante seis meses

• Os 6.000 bares e restaurantes de Mato Grosso do Sul optantes pelo Simples Nacional, o que representa 95% do mercado, terão isenção total de ICMS até dezembro de 2022.

• Outras empresas do setor terão a redução da alíquota, que é de 7%, para 2%.

• Isenção de IPVA dos veículos vinculados aos segmentos de turismo, bares e restaurantes. Reinaldo Azambuja autoriza ainda editais de inovação e promoção de eventos turísticos no valor de R$ 4 milhões.

• O Governo de Mato Grosso do Sul também lançou uma linha de microcrédito com juro zero.

• Microempreendedores com renda ou faturamento de até R$ 360 mil por ano poderão financiar até R$ 30 mil com aval do Estado. O parcelamento poderá ser feito em até 24 vezes (incluindo a carência de 6 meses).

• No valor de R$ 1.800, o benefício será entregue para os trabalhadores da cultura, em três parcelas de R$ 600 cada. Receberão essa ajuda quem atuou no segmento 12 meses antes do início da situação de emergência da pandemia e com cadastro na Fundação de Cultura.

• Para o setor, o pacote contempla investimentos como R$ 21 milhões do FIC; R$ 24 milhões em novos editais como o auxílio emergencial; R$ 15 milhões em festivais novos e tradicionais; e R$ 18,65 milhões em obras de reformas do patrimônio cultural

• O cartão alimentação de R$ 200 mensais do programa Mais Social que vai beneficiar até 100 mil famílias de baixa renda, a partir deste mês.