Bioma sul-mato-grossense abriga 40% da biodiversidade do planeta — José Sabino
Para discutir maneiras viáveis de conservar os biomas sul-mato-grossenses ao mesmo tempo em que se estimula o desenvolvimento econômico no Estado, a Wetlands International Brasil promove, nesta quinta-feira (25),em parceria com a Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar de MS), o Seminário de Negócios de Carbono e Sustentabilidade.
O evento, gratuito, será realizado no Centro de Convenções Rubens Gil de Camilo, das 8 às 18 horas, em formato híbrido [presencial para público reduzido e com auditório virtual para participação a distância, via Zoom, com transmissão no Youtube e Facebook], como um complemento do que foi a apresentação do Plano MS Carbono Neutro levado à Conferência do Clima - COP 26, realizada na Escócia, sobre aquecimento global, meio ambiente e economia.
A meta de tornar o Estado um território que vai neutralizar emissões de gases de efeito estufa até 2030 e, também, para perceber como essas medidas e outros mecanismos de negócios relacionados ao Carbono podem proporcionar um ambiente mais favorável para a proteção do Pantanal, e, consequentemente, limitar o aumento do clima do planeta em 1,5º C, vai reunir, no seminário, a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil, Tereza Cristina; o governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja; a diretora executiva da Wetlands International Brasil, Rafaela Nicola; o diretor regional da Wetlands International LAC (Argentina), Daniel Blanco; e o secretário da Semagro/MS, Jaime Verruck, entre outros debatedores.
Toda a programação propõe um debate em torno da conciliação do desenvolvimento econômico e novas práticas aliadas à conservação do meio ambiente. Para Rafaela Nicola, diretora executiva da Wetlands International Brasil - que irá compor a mesa de abertura do seminário - é imprescindível tratar de formas inovadoras para conservar o Pantanal que mobilizem o setor privado e novas economias. Embora as áreas úmidas ocupem apenas 6% da superfície terrestre, elas abrigam 40% da biodiversidade do planeta e são capazes de estocar até o dobro de carbono em relação às florestas.