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PREÇOS

Cesta básica aumenta 2,29%

Levantamento de curso da UFGD mostra variações de valores

08 de fevereiro 2022 - 10h04 Por Redação Douranews
Cesta básica aumenta 2,29% Estudo de projeto da UFGD compara preços de alimentos em Dourados — Douranews

O valor da Cesta Básica no mês de janeiro apresentou um aumento de 2,29% em relação a dezembro do ano passado, aponta pesquisa desenvolvida pelo Projeto de Extensão ‘Índice da Cesta Básica do Município de Dourados’, do curso de Ciências Econômicas da FACE) Face (a Faculdade de Administração, Ciências Contábeis e Economia) da Universidade Federal da Grande Dourados e realizada entre a última semana de janeiro e a primeira de fevereiro de 2022.

Os produtos que compõem a Cesta Básica conforme o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) e que estabelece o salário mínimo são: açúcar, arroz, banana, batata, café, carne, farinha de trigo, feijão, leite, margarina, óleo de soja, pão francês e tomate.

Os preços da cesta básica de dezembro passado, com estes produtos, ficaram em R$ 599,86, o que significa 54,53% do salário mínimo de R$ 1.100. E no mês de janeiro deste ano o trabalhador douradense teve que destinar uma quantia maior a isso para a compra dos produtos componentes da cesta básica: R$ 613,59, ou 50,63% do salário mínimo que começou 2022 com um aumento nominal, passando a R$ 1.212.

Mesmo com este aumento nominal, contudo, o estudo do projeto de pesquisa diz que o trabalhador brasileiro começou com uma perda do poder de compra do salário, uma vez que o salário mínimo deveria ter começado com 1.220 reais porque a inflação do ano passado foi de 10,06%, segundo o IBGE. Se os preços dos produtos continuam aumentando neste ano, a perda será cada vez maior no decorrer deste ano, constata.

Já no âmbito nacional, o maior preço da Cesta Nacional para o mês de Janeiro/2022 foi registrado em São Paulo, com R$ 713,86; seguido por Florianópolis com R$ 695,59 e a terceira capital com maior preço foi Rio de Janeiro com R$ 692,83. O valor da Cesta do mês teve um aumento em 16 das 17 capitais do país onde são realizadas o levantamento dos preços, conforme constata o Dieese. O resultado dos preços da Cesta Básica é um indicador muito importante para toda a economia brasileira, já que reflete a situação dos preços no setor de alimentos. Os menores preços foram encontrados em janeiro na capitais dos estados da Bahia, Salvador, com R$ 540,01; João Pessoa (Paraíba) com R$ 538,65 e em Aracaju (Sergipe) com R$ 507,82. Observe-se que os menores preços foram praticados nas capitais da Região Nordeste do país, fato este que se repete desde o início da pesquisa.

Comparado com a capital de Mato Grosso do Sul, onde o preço da Cesta no mês foi de R$ 660,11, os valores de Dourados estão abaixo de Campo Grande, mas superam sete capitais estaduais do país: Fortaleza, Belém, Natal, Recife, Salvador, João Pessoa, e Aracaju, conforme o Dieese.

Dos 13 produtos que compõem a Cesta Básica de Alimentos, 10 apresentaram aumento de preços na sondagem de janeiro em Dourados, a batata em primeiro lugar, chegando a 24,62%. Depois veio o tomate, com 18,48%; o café com 11,36%; o feijão com 3,43% de elevação de preços e outros produtos que também aumentaram de preços foram a farinha de trigo com 3,37%, o pão francês com 3,07%; arroz com 2,31%, o açúcar com 2,08% de aumento; assim como a carne com 1,52% de elevação de preços e o óleo de soja com 1,19%.

Apenas três produtos registraram queda de preços no mês passado, comparado com dezembro de 2021: a banana com uma queda de 21,94%; o leite com 0,70% e com uma pequena queda a margarina fechou a lista, com 0,66%.  

O supermercado que praticou o preço mais elevado da cidade exigiu R$ 674,10 para o consumidor poder adquirir todos os produtos da Cesta Básica, enquanto o menor precisa de R$ 566,92 para os mesmos produtos, representa uma diferença de R$ 107,18; ou seja, 18,91% menor, um ganho que compensa o sacrifício de percorrer vários estabelecimentos. “Outra sugestão que fazemos é a de verificar também os levantamentos realizados pelo Procon do Município, método que facilita ainda mais a comparação dos preços praticados por cada estabelecimento ao apresentar os nomes de cada um e os respectivos preços de cada produto”, conclui o professor Enrique Duarte Romero, coordenador do projeto pela UFGD.