O consumo das famílias deve movimentar cerca de R$ 79,9 bilhões em Mato Grosso do Sul em 2022, o que representa um aumento de 10,6% frente a 2021, quando o valor chegou a R$ 72,3 bilhões. A estimativa é do estudo IPC Maps 2022, especializado há quase 30 anos no cálculo de índices de potencial de consumo nacional, com base em dados oficiais.
Os dados do IPC Marketing Editora, responsável pela pesquisa, apontam que neste ano o maior volume de recursos das famílias sul-mato-grossenses deve ser usado na habitação, 20,7% (R$ 16,5 bilhões).
Depois aparecem os gastos com veículo próprio, com 12,5% do total (R$ 10 bilhões). Esse panorama do estado repete o cenário nacional. Segundo o IPC, o estudo deste ano apresentou essa nova tendência no comportamento do consumidor, o de gastar mais com veículo próprio em detrimento até das despesas com alimentação e bebidas no domicílio.
“Como na pandemia muitas indústrias pararam de produzir, principalmente autopeças eletrônicas, as empresas tiveram de prolongar os prazos de entrega e reajustar seus valores. Enquanto isso, crescia a demanda por transportes via aplicativos e deliveries, tanto pelo consumidor — que passou a usar mais esses serviços —, quanto pelos trabalhadores — que viram nesse segmento uma oportunidade de compensar a perda do emprego ou de parte do seu salário, ou ainda, de ter uma renda extra”, avalia o diretor do IPC Maps, Marcos Pazzini.
O terceiro no ranking de consumo do estado é a despesa com alimentação em domicílio, que representa 8,5% da movimentação total (R$ 6,843 bilhões). Na sequência aparece a alimentação fora domicílio, com 6,8% (5,5 bilhões) e fechando o top cinco, os gastos com materiais de construção, 3,3% do total (R$ 2,6 bilhões).
Conforme o IPC Maps, Mato Grosso do Sul deve ficar em 16º no rol de consumo entre os estados. A posição é a mesma de Campo Grande em relação as 50 maiores cidades do país.
As famílias campo-grandenses devem consumir esse ano R$ 30,4 bilhões, o que representa 38% do total do estado. A maior despesa será com a habitação, com R$ 6,6 bilhões, o equivalente a 21,7% do total.