Renato é presidente da Frente Parlamentar do Leite — Assessoria
A Frente Parlamentar do Leite da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul realizou, na sexta-feira (1) passada, agenda extremamente positiva ao participar, em Ponta Porã, da segunda edição da Ponta Agrotec através do I Encontro de Produtores de Leite Rota Sul Fronteira. O evento, liderado pelo coordenador da Bancada do Leite, deputado estadual Renato Câmara (MDB), debateu “o futuro da produção leiteira em Mato Grosso do Sul”.
O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional e APLAI - Associação dos Produtores de Leite do Assentamento Itamarati foram parceiros na realização do encontro que contou com as presenças do deputado federal Rodolfo Nogueira, representante da Embrapa, agrônomos, técnicos agropecuários, lideranças políticas dos municípios e produtores de leite.
A realização do encontro continua repercutindo positivamente, pois, Renato Câmara, que também é vice-presidente da ALEMS, fez questão de abordar os principais gargalos que travam o aumento da produção do leite em MS e preferiu apresentar indagações para juntos, buscarem as respostas que permitam garantir não só o aumento da produção, mas sobretudo, garantam maior rentabilidade ao produtor.
A fiscalização sobre como estão ocorrendo as entradas de leite do Uruguai, da Argentina e de outros países no Brasil. A questão sanitária destes produtos. Qual é a produção almejada. Como fazer para competir. A legalização do queijo artesanal tido como uma grande barreira, devido à dificuldade de controlar o “leite do peão” que faz queijo, não está dentro de regulamentação, mas, insiste em vender no Mercadão de Campo Grande. A difícil legalização através do SIM (Selo de Inspeção Municipal), a opção de utilizar o consórcio para facilitar esta regulamentação, levando em consideração que o produtor desiste devido à exigência de uma parafernália de documentos. “Esse novo ponto de produção, o queijo artesanal, feito por qualquer produtor, precisa ser discutido”, sugeriu o deputado.
Ao falar das associações, Renato destacou a importância desse tipo de organização, apontando como fundamental, pois, tem um responsável para comprar em conjunto, vender em conjunto e pensar juntos na hora de cobrar o prefeito, reivindicar ao deputado. “Por isso, pensando nisso criamos a Frente Parlamentar que é uma associação de deputados que discute com setores da sociedade, assim como estamos discutindo o leite hoje”, explicou.
Para o coordenador da Bancada do Leite, está na hora de Mato Grosso do Sul saber qual o tamanho da produção e encontrar um modelo de produção, citando a suinocultura como exemplo. Porém, adotando planejamento, e estrutura tecnológica atual. “Precisamos encontrar este modelo de produção, tendo um divisor de águas entre a produção artesanal, em pequena quantidade que precisa ser valorizado, e a grande produção industrial. Por exemplo, o queijo da serra da Canastra é muito valorizado. Podemos ter o queijo do pantanal, o queijo da fronteira, mas, tem que se organizar, ter treinamento, ter essa discussão, temos que nos aprimorar para encontrarmos um modelo de produção tecnificada”, propôs.
Pro Leite
“A produção do leite do futuro é um desafio que temos, por isso, o Governo do Estado também está pensando no “Pro Leite”, uma linha para estimular produtores de leite, com critérios de financiamento, pensando em oferecer financiamentos mais atrativos para o produtor poder ter este apoio. Outro gargalo é a assistência técnica, de fundamental importância para o produtor que hoje enfrenta essa dificuldade. A Agraer não tem perna para poder oferecer esta assistência adequada que os produtores do Estado precisam”, alertou Renato Câmara.
Para concluir suas considerações, o parlamentar observou que é preciso compreender o tripé da porteira para dentro: a Genética, a Alimentação, e o Cuidado Sanitário. “Tendo esta percepção podemos ampliar as discussões para alcançarmos a evolução da bacia leiteira de Mato Grosso do Sul que almejamos”, analisou. Segundo Renato, a política leiteira conquistou alguns avanços, citando que o MS conseguiu, este ano, o PAA do Leite com compra direto do produtor, para atender comunidades indígenas de Dourados, Amambai, Sidrolândia e Ponta Porã. Também informou que o Governo Federal vai lançar incentivo financeiros aos produtores que têm protegido o meio ambiente, contemplando produtor que mantém reserva legal, aquele que cuida de áreas próxima de nascentes. “Vamos, inclusive, através da Frente Parlamentar, promover uma reunião com representante do Banco do Brasil para que seja colocado claramente como vai funcionar este incentivo”, anunciou Renato.