Pacheco reforça importância de qualificar mão-de-obra — Divulgação
A Associação de Trabalhadores Indígenas de MS realiza, até nesta sexta-feira (15), nas dependências da Faculdade Estácio de Sá, em Campo Grande, o segundo Encontro dos Trabalhadores e Trabalhadoras Indígenas. Os temas do encontro são inserção do indígena no mercado de trabalho - direitos e deveres; trabalho análogo à escravidão; e desafios e problemáticas dos trabalhadores e das tranalhadoras indígenas do Estado.
Conforme José Carlos Pacheco, presidente da associação laboral indígena, a expectativa é reunir cerca de trabalhadores indígenas de todas as aldeias do Estado. "Queremos avançar na discussão dos temas que estão ligados diretamente ligados a sobrevivência dos indígenas e suas necessidades de proteção e direitos", avalia o presidente.
Pacheco salienta que o evento é muito importante para poder ouvir os trabalhadores, que trabalham em vários setores da economia estadual e também os que saem de MS, como é o caso da colheita de frutas no Sul do Brasil. "O encontro é um ponto chave para buscarmos melhorias e avanços na contratação da mão-de-obra indígena", observa o presidente.
José Carlos Pacheco comenta que hoje os indígenas, mesmo sendo reconhecidos como os melhores catadores de maçã do Brasil, ainda há a necessidade de qualificá-los para que possam ser inseridos em outros espaços de trabalho. "É um desafio, porém, uma necessidade que o estado e empresas precisam avançar", afirma o dirigente