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O quanto o aviso prévio impacta na rescisão? Entenda

Descubra como o aviso prévio interfere no cálculo de rescisão, quais são os tipos, duração e direitos do trabalhador nesse período

03 de setembro 2025 - 14h23 Por Redação Douranews
O quanto o aviso prévio impacta na rescisão? Entenda recisao

Muitos trabalhadores ficam em dúvida sobre como o aviso prévio interfere no valor da rescisão, trazendo diversas dúvidas no momento em que o trabalhador passa por um momento de demissão.

Quando um funcionário deixa a empresa, seja por pedido de demissão ou por dispensa, é necessário conversar com o empregador sobre como será cumprido o aviso.

O período do aviso pode alterar diretamente os cálculos das verbas rescisórias. Por isso, esse é um tema importante para quem está deixando um emprego

A seguir, entenda melhor o que é o aviso prévio, quais são os tipos, como calcular sua duração e, principalmente, de que forma ele influencia no cálculo de rescisão.

O que é o aviso prévio e para que serve

O aviso prévio é uma obrigação prevista em lei que funciona como uma notificação antecipada do fim do contrato de trabalho. 

Pode ser comunicado tanto pelo empregador quanto pelo empregado e tem como objetivo oferecer um período de adaptação. 

Para o trabalhador, significa tempo extra para procurar outra vaga. Já para a empresa, garante a possibilidade de organizar a substituição sem prejuízos para a rotina.

Isso significa que o aviso prévio nada mais é do que um prazo de transição. Ele assegura que ninguém seja pego de surpresa com o fim do contrato.

Assim oferece ao funcionário a chance de buscar recolocação e à empresa o tempo necessário para se reorganizar.

Quais são os tipos de aviso prévio?

O aviso prévio pode acontecer de diferentes formas, dependendo da decisão do empregador e da situação do contrato. 

De acordo com o tipo de desligamento e outros fatores, existem três possibilidades: aviso prévio trabalhado, indenizado ou cumprido em casa

O que muda entre elas são os pagamentos a que o trabalhador terá direito e a obrigação ou não de cumprir os 30 dias após a dispensa.

Abaixo será explicado sobre as três formas diferentes que o aviso prévio pode acontecer, dependendo da decisão do empregador e da situação do contrato. 

Aviso prévio trabalhado

Neste caso, o empregado continua cumprindo sua jornada normalmente durante o período do aviso. Se a dispensa ocorreu sem justa causa, a empresa pode exigir que o trabalhador permaneça pelos 30 dias seguintes

Nesse período, o funcionário tem direito de escolher entre reduzir duas horas diárias de sua jornada ou encerrar sete dias antes do prazo. Quem faltar ou não cumprir o aviso pode ter descontos no pagamento final

Por lei, a empresa deve efetuar o acerto da rescisão no primeiro dia útil após o fim do contrato, que corresponde ao último dia do aviso. 

Ele pode ainda optar por ter a jornada reduzida em duas horas por dia ou sair sete dias corridos antes do prazo final.

Aviso prévio indenizado

Nesse formato, a dispensa é imediata e o trabalhador não precisa cumprir os 30 dias. Assim, a empresa deve pagar uma indenização correspondente ao período que seria trabalhado.

Isso garante o salário integral mesmo sem prestação de serviço. Nesse caso, o valor da rescisão deve ser quitado em até 10 dias corridos após a demissão e pode incluir, além do aviso, outros direitos como férias e 13º proporcionais.

Já nas situações de justa causa, o empregado não permanece na empresa e também não recebe o aviso indenizado. 

Nessas condições, não há direito ao saque do FGTS nem ao seguro-desemprego. Apesar disso, ainda pode haver outros valores a receber, que igualmente precisam ser pagos no prazo de 10 dias.

Quando o aviso é cumprido pelo empregado após pedir demissão, o pagamento acontece no primeiro dia útil após o fim do contrato. 

Nesse caso, o trabalhador recebe o salário referente aos dias de aviso trabalhados, com possíveis descontos por faltas, além das parcelas proporcionais de férias e 13º salário. 

Se a empresa não efetuar a rescisão dentro do prazo, deve pagar multa equivalente a um salário. Já em situações de demissão sem justa causa, o trabalhador também tem direito ao seguro-desemprego.

Aviso prévio cumprido em casa

Esse modelo acontece quando a empresa libera o trabalhador de comparecer ao local de trabalho durante o período do aviso. 

Mesmo afastado das atividades, o funcionário recebe o salário correspondente, incluindo benefícios e demais direitos, como se estivesse cumprindo a jornada. 

Essa modalidade pode ocorrer por decisão do empregador ou por acordo entre as partes, mas não está prevista de forma expressa na CLT.

Duração do aviso prévio: como calcular?

A duração do aviso prévio varia de acordo com o tempo de serviço do trabalhador. Pela regra, são 30 dias para quem tem até 1 ano de empresa, acrescidos de 3 dias por ano adicional, até o limite de 90 dias.

Exemplo: um funcionário com 5 anos de casa tem direito a 30 dias + 12 dias (3 dias para cada ano após o primeiro), totalizando 42 dias de aviso.

Esse cálculo vale tanto para o empregador quanto para o empregado, garantindo equilíbrio entre as partes.

Como o aviso prévio afeta o cálculo da rescisão?

O aviso prévio tem impacto direto no valor final das verbas rescisórias. Quando é trabalhado, o empregado recebe o salário normalmente durante o período. Já no caso do indenizado, o valor correspondente é incluído no acerto de forma imediata.

Além disso, o aviso pode alterar o tempo de serviço considerado, impactando em férias proporcionais e 13º salário. Por isso, entender como ele é contabilizado é essencial para não ter surpresas.

Para ter uma simulação precisa e entender exatamente quanto será recebido, você pode utilizar a ferramenta de cálculo de rescisão, que considera o aviso prévio e todos os demais direitos trabalhistas.

O que acontece se o aviso prévio não for cumprido?

Caso o trabalhador peça demissão e não cumpra o aviso, a empresa pode descontar o valor correspondente do acerto final. 

Já quando a empresa dispensa o empregado e não concede o aviso, precisa pagar a indenização referente ao período.

Essa dinâmica garante que nem o funcionário e nem a empresa sejam prejudicados pela saída inesperada.

Conheça os direitos do trabalhador durante o aviso prévio

Durante o aviso, o trabalhador mantém todos os direitos trabalhistas: salário integral, recolhimento de FGTS, vale-transporte e demais benefícios previstos em contrato. 

Além disso, tem a possibilidade de reduzir a jornada ou se ausentar sete dias corridos, sem prejuízo no pagamento.

Esse período também conta para efeitos de tempo de serviço, podendo influenciar no cálculo de férias e 13º salário.

Mudar de emprego pode gerar ansiedade e dúvidas, mas conhecer seus direitos e saber como o aviso prévio interfere na rescisão ajuda a tomar decisões mais conscientes. 

Assim, se estiver passando por essa situação, saiba que com planejamento e informação é possível garantir uma transição segura.