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Após cinco meses, Cesta Básica registra queda

Trabalho de curso da UFGD mostra indicadores de preços

10 agosto 2026 - 07h17Por Redação Douranews

O valor da Cesta Básica do mês de julho teve uma forte queda de preços, já que nos cinco primeiros meses do ano só foram registrados aumentos. A queda foi de 7,16% em comparação ao mês de junho, como constata a pesquisa desenvolvida pelo Projeto de Extensão “O Comportamento dos Preços da Cesta Básica no Município de Dourados”, do curso de Ciências Econômicas da FACE, a Faculdade de Administração, Ciências Contábeis e Economia da Universidade Federal da Grande Dourados, realizada na última semana do mês passado para a primeira de agosto deste ano.

Os produtos que compõem a Cesta Básica, conforme o DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) de acordo com a Lei 399 que estabelece o salário mínimo são açúcar, arroz, banana, batata, café, carne, farinha de trigo, feijão, leite, margarina, óleo de soja, pão francês e tomate. Os preços da cesta básica em Junho/2026 com estes produtos ficaram em R$ 764,43 o que significa 47,16% do salário mínimo de R$ 1.621,00. E no mês de julho o trabalhador douradense teve que destinar uma quantia bem menor a isso para a compra dos produtos componentes da cesta básica: R$ 709,69, o que equivale a 43,78% do salário mínimo vigente.

Dos 13 produtos que compõem a Cesta Básica, somente quatro apresentaram um aumento de preços no mês de julho em Dourados: a banana com o maior aumento, chegando a 7,09%; o leite com 6,12% de aumento; a farinha de trigo com 4,60% de aumento e o pão francês que teve uma pequena elevação de preços, de 0,40%. 

Enquanto isso, 9 produtos tiveram queda dos seus preços durante o mês: a batata com a maior queda, chegando a 28,95%; o tomate com 24,11% de queda; a carne com uma queda preços de 7,70%; o café com uma queda de 4,11% dos seus preços. Também estes produtos tiveram queda de preços: o feijão com uma queda de 3,32%; o açúcar com uma queda de 2,58%; a margarina que caiu 2,34% de preços; óleo de soja diminuiu 1,63% dos seus preços e o arroz com uma queda de 1,56% dos seus preços.  

"A sugestão que faço é também observar a pesquisa realizada pelo Procon do nosso município porque ele identifica os estabelecimentos detalhando os preços praticados por cada um deles. No mês de Julho/2026, verificamos que essa diferença chegou a 138,79 reais ou 17,39% dos preços com os mesmos produtos praticados por diferentes estabelecimentos. Com esse valor em Dourados poderá ser comprado 36 litros de etanol num dos postos da cidade ou 3,12 kg de carne cujo preço médio é R$ 44,54 o quilo do coxão mole, coxão duro e patinho, p0or exemplo", cita o coordenador do trabalho pela UFGD, professor Enrique Duarte Romero. 

Horas de trabalho

A partir da Constituição Federal de 1988, o trabalhador brasileiro deve trabalhar 220 horas mensais, com isso, no mês de Junho/2026, um trabalhador douradense só para pagar a cesta básica tinha de trabalhar 103 horas e 45 minutos. E no mês de Julho/2026, este mesmo trabalhador precisou de um tempo bem menor para comprar alimentos que foi de 96 horas e 19 minutos. Isto representou um ganho do poder de compra do salário do trabalhador douradense comparado com o mês de Junho/2026.