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Precos da Cesta Básica caem 1,48% no mês

Pesquisa de curso da UFGD mostra variação de preços

08 fevereiro 2026 - 07h32Por Redação Douranews

O valor da Cesta Básica do mês de janeiro teve uma queda de preços que chegou a -1,48% neste começo de 2026, em comparação ao último mês do ano passado. É o que revela pesquisa desenvolvida pelo Projeto de Extensão 'Índice da Cesta Básica do Município de Dourados', do curso de Ciências Econômicas da FACE (Faculdade de Administração, Ciências Contábeis e Economia) da Universidade Federal da Grande Dourados, realizada na última semana de janeiro e primeira de fevereiro.

Os produtos que compõem a Cesta Básica conforme o DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) de acordo com a Lei 399 que estabelece o salário mínimo são: Açúcar, arroz, banana, batata, café, carne, farinha de trigo, feijão, leite, margarina, óleo de soja, pão francês e tomate.

Os preços da cesta básica em dezembro passado com estes produtos ficaram em R$ 710,30 o que significa 46,79% do salário mínimo que foi de R$ 1.518,00. E no mês de janeiro deste ano o trabalhador douradense teve que destinar uma quantia menor a isso para a compra dos produtos componentes da cesta básica: R$ 699,79 o que equivale a 43,17% do salário mínimo vigente.

A partir do dia 1 de Janeiro de 2026 houve um aumento do salário mínimo, de 6,79%, chegando a 1.621,00 reais. A queda dos preços da Cesta Básica com o aumento do salário mínimo possibilitou uma elevação do poder de compra do salário, avalia o estudo, conduzido pelo professor Enrique Duarte Romero, coordenador do curso de Ciências Econômicas da Faculdade de Administração, Ciências Contábeis e Economia na UFGD.

Dos 13 produtos que compõem a Cesta Básica, sete apresentaram um aumento de preços em janeiro em Dourados: o arroz com o maior aumento, chegando a 10,49%, a farinha de trigo com 7,33% de aumento; a carne com 2,66%; o pão francês com aumento que chegou a 1,63%. Outros produtos que também tiveram aumento de preços foram: o café em pó com 1,63%; a margarina que aumentou 0,45% e a batata que fechou com um pequeno aumento: 0,18%. 

Seis produtos tiveram queda de preços durante o mês: o tomate com a maior queda, chegando a 17,52%; a banana com 13,13% de queda; o óleo de soja com 10,17% de queda, assim como o açúcar com 5,66% de queda; o leite com 1,33% e o feijão com queda de 0,88% dos preços. 

E com o aumento dos preços dos produtos da Cesta básica no mês de Janeiro/2026, a pesquisa mostrou que vale muito a pena, realizar seu próprio levantamento de preços antes de sair às compras, porque existe diferença muito significativa de preços entre um supermercado e outro com os mesmos produtos. Isso demonstra que compensa essa verificação de preços. A sugestão que faço é também observar a pesquisa realizada pelo PROCON do nosso município porque ele identifica os estabelecimentos detalhando os preços praticados por cada um deles. No mês de Janeiro/2026, verificamos que essa diferença chegou a 87,86 Reais ou 11,66% dos preços com os mesmos produtos praticados por diferentes estabelecimentos.

Se comparado com os preços no âmbito nacional há um mês, o maior preço da Cesta Básica do Brasil no mês de dezembro/2025 foi registrado em São Paulo, com R$ 845,95; seguida por Florianópolis (Santa Catarina) R$ 801,29 e a terceira capital com maior preço foi a do Rio de Janeiro com R$ 792,06. 17 das 27 capitais do país tiveram aumento, o que reflete indicador importante para toda a economia brasileira, já que reflete a situação dos preços no setor de alimentos. 

Enquanto isso, os menores preços no mesmo mês foram encontrados nas capitais de Rondônia (Porto Velho), com R$ 592,01; Maceió, em Alagoas, com R$ 589,69 e com o menor preço dentre as capitais do país, Aracaju, em Sergipe, com R$ 539,49. Pela primeira vez desde que a pesquisa é realizada pela Universidade, a partir de 2010, um estado fora do eixo Nordeste (Rondônia) entra dentre os que praticam os menores preços. 

Comparado com a capital do Estado, onde o preço da Cesta no mês de dezembro foi de R$ 775,90, a Cesta douradense foi menor, superando os preços praticados em 15 capitais: Palmas, Fortaleza, Belém, Boa Vista, Macapá, Teresina, São Luís, Rio Branco, Manaus, Salvador, João Pessoa, Natal, Salvador, Recife, Porto Velho, Maceió e Aracaju, conforme aponta o DIEESE.  

94 horas

A partir da Constituição Federal de 1988, o trabalhador brasileiro deve trabalhar 220 horas mensais. Com isso, no mês de dezembro de 2025 um trabalhador douradensetinha de trabalhar 102 horas e 56 minutos só para pagar a cesta básica. E no mês de janeiro deste ano, precisou de um tempo menor para comprar alimentos: 94 horas e 58 minutos.Esse ganho do poder de compra ocorreu devido à queda dos preços dos produtos da Cesta básica e do aumento do salário mínimo a partir do mês de janeiro passado.