Ele conta que, além do laboratório, não há materiais, como os reagentes químicos, acrescendo a isso a falta de professores, o que provocará o atraso na formatura. Ao ser questionado se o reitor da UFGD, Damião Duque de Farias, teria conhecimento deste estado de precariedade em seu curso, o estudante disse que “não só ele sabe, como a própria diretoria e até mesmo os professores”, porém “ninguém procura se mexer para sanar este problema, principalmente a falta de um amplo e moderno laboratório”, apontou o estudante.
Faixas e Cartazes
Outra reclamação dos universitários diz respeito às condições das salas de aulas, onde segundo eles, além de não serem confortáveis, se transformam em um verdadeiro “caldeirão do inferno” com a falta de aparelhos de ar-condicionado. “Decidimos fazer este movimento porque não agüentamos mais este descaso com a nossa turma. O reitor sabe dos problemas, porém não toma nenhuma providencia. Aí perguntamos: Cadê o dinheiro dos impostos que pagamos? Cadê o investimento na educação que o Governo Federal tanto propaga”, finalizou o universitário que com o nariz pintado, seguindo em passeata com faixas e cartazes com dizeres e cobranças contra a direção da UFGD em direção ao centro da cidade.
Os universitários ostentavam faixas e cartazes com dizeres tais como “Biotecnologia: O único curso da UFGD que não tem laboratório”; “Não existem Bioctecnológo sem aulas práticas; laboratórios; reagentes e outros materiais. Queremos soluções já...!”. Outros cartazes diziam: “Improvisar até quando” e “Aulas práticas de Biotecnologia” entre outras mensagens, cobrando ao reitor Damião Duque de Farias e à direção da UFGD melhores condições para que eles possam estudar e, conseqüentemente, se formar.