Murilo aproveitou a oportunidade para pedir que a universidade realize estudos visando a implantação, ainda neste ano, de um curso de ensino bilíngue, nos idiomas guarani e terena.
Ele colocou a prefeitura à disposição nesse processo e se prontificou, como prefeito, até mesmo a assumir parte dos educadores, colocando o município efetivamente como parceiro da Uems.
Murilo entende que Dourados tem uma forte influência dessas etnias por conta das aldeias indígenas. Segundo ele, o curso vai atender, além dos índios, diversas pessoas ligadas à área e, que têm interesse em aprender essas duas línguas.
O reitor informou ao prefeito que já existe projeto para implantação de curso semelhante a médio prazo, mas garantiu que vai fazer uma reavaliação e tentar implantar já no início do próximo ano.
Gilberto Arruda disse que dentro dessa reavaliação do projeto, pode prever inicialmente a abertura de vagas para um pequeno grupo e, gradativamente, dependendo do andamento e dos resultados, buscar melhor estrutura para ampliação das vagas.
Convênio
Durante a reunião foi discutida ainda a renovação de um convênio existente entre a prefeitura e a Uems na área de meio ambiente. O convênio foi celebrado com o Iman (Instituto Municipal de Meio Ambiente) em 2010 e vence neste primeiro semestre.
Essa parceria permite à Fapems (Fundação de Apoio à Pesquisa, ao Ensino e à Cultura de Mato Grosso do Sul), o monitoramento de variáveis ambientais no município, como a qualidade da água dos rios e qualidade do ar.
O prefeito encaminhou os diretores da Uems à Secretaria de Meio Ambiente, com autorização para tratar dos detalhes da renovação do convênio, mas fez um pedido à universidade. Ele quer que os dados relacionados a essas pesquisas sejam divulgados na imprensa periodicamente, para que a população tenha conhecimento do trabalho da fundação e, principalmente, do resultado do levantamento sobre o nível de poluição na atmosfera e nas águas.