São dois anos de gestão e quatro residências médicas já implantadas. Uma das diretrizes da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) é fortalecer e consolidar a pós-graduação, meta que deverá ser alcançada até 2020 com a implantação de 40 programas, sendo 20 deles cursos de doutorado. Nesse contexto, investir na qualificação dos conhecimentos em saúde é política da Universidade, através do Hospital Universitário (HU).
A residência médica é um curso de especialização em serviço. O aluno, depois que se forma no 6º ano, tem a oportunidade de se especializar em uma área que tenha maior afinidade. Todos os anos, o HU/UFGD oferece vagas para as residências em Clínica Médica; Cirurgia Geral; Pediatria e agora em Ginecologia e Obstetrícia, ou seja, em áreas do conhecimento em que há demanda de profissional qualificado na região.
Por dois anos, os médicos recém formados vão atuar especificamente na área de estudo que escolheram. Por exemplo, se o estudante da pós escolhe residência em cirurgia, por dois anos ele vai fazer cirurgia em todas as modalidades cirúrgicas. Se escolheu pediatra, ele vai passar por todas as modalidades pediátricas: enfermaria, berçário, recepção de recém-nascido, UTI neonatal, UTI pediátrica. Na clínica médica, por todas as modalidades clínicas, e na ginecologia a mesma coisa. É um treinamento constante.
Além de ser um treinamento em serviço, as residências são supervisionadas. O residente tem um médico e um professor observando ele o tempo inteiro, sendo que 25% de sua atividade é na sala de aula, fazendo todo o diferencial, pois está atualizando todo mundo. “O médico residente traz discussões novas, atualizações terapêuticas e acaba proporcionando uma motivação linear, tanto em conduta quanto em atendimento”, enfatizou o diretor de ensino do HU, Dr. Emerson Ferruzzi.
Os programas de pós-graduação, em especial, os de residência médica, acabam atraindo profissionais para atuarem na cidade. Atualmente, 70% dos residentes do HU são formados na UFGD; são residentes que fizeram a faculdade aqui e ficaram por aqui, sendo futuramente convidados para trabalhar pela carência de profissionais, principalmente nas quatro áreas das residências.
Hoje, a UFGD possui 20 médicos novos no hospital atendendo, sem o vínculo empregatício, mas bolsistas do MEC. É bom lembrar que o residente é um médico formado, igual a todos os médicos que existem país, só que ele está estudando e em constante atualização.