De acordo com os familiares, a menina, que tinha sete anos na época, chegou a ser espetada na cabeça por um lápis. A vítima ainda teria sido arrastada, sofrido arranhões, além de socos, chutes, gritos no ouvido, palavrões e xingamentos.
As acusações foram tratadas pela Justiça como bullying, já que a criança acabou adquirindo fobia de ir à escola, passou a ter insônia, terror noturno e sintomas psicossomáticos, como enxaqueca e dores abdominais, tendo que se submeter a tratamento com antidepressivos.
Para a 13ª Câmara Cível do TJ do Rio, o dano moral ficou configurado e a responsabilidade é da escola, que, na ausência dos pais, deveria manter a integridade física e psíquica de seus alunos.
De acordo com o colégio, todas as medidas pedagógicas foram tomadas, mas nenhum dos alunos apontados como agressores foram expulsos. A instituição optou por acompanhamento psicológico e orientação aos pais.