“Aquele foi um caso atípico e específico, não podemos generalizar e dizer que, devido àquele fato, o mesmo vai acontecer agora, aqui em nossas escolas. Há o risco de algo semelhante acontecer em Dourados? Há, mas infelizmente, diariamente estamos expostos a essas situações, não só na escola, mas, em todos os ambientes que freqüentamos. Pessoas com distúrbios mentais existem e, de repente, podem provocar atos de violência em qualquer local. O que tem que ser feito, é um trabalho de prevenção à violência, ainda mais nas escolas”, explica o presidente.
Brumatti faz um apelo para que os pais não deixem de levar os filhos para as escolas. “É evidente que o caso impressiona e todos nós ficamos apavorados, mas, não podemos deixar de viver devido às imagens chocantes que foram veiculadas pela mídia. Os filhos devem ir às escolas. O que temos que fazer é cobrar das autoridades, o fortalecimento do trabalho de prevenção que já é desempenhado através do patrulhamento e ronda escolar”, destaca.
O presidente faz críticas à maneira como o assunto vem sendo tratado por parte da mídia. “Colocam pais chorando com músicas tristes no fundo, mostram pessoas ensangüentadas.... A impressão que temos é a de que há uma apologia a violência. Aí o pai ou a mãe vêem aquilo e se desperta um pânico geral. Não estamos dizendo que Dourados esteja fora de risco ou que a mídia não esteja certa em mostrar, mas, é preciso cuidado ao apresentar as informações, senão, as rádios continuarão a receber ligações de pais preocupados a ponto de deixar até mesmo de levar suas crianças para estudar”, completou o presidente.
Educação
Para os educadores, Brumatti alerta para que impeçam práticas que causem constrangimento aos alunos, como as práticas de Bullying. “Temos que substituir a violência pela cultura da paz e nós, enquanto educadores, somos agentes nesse processo. Todos nós devemos estar atentos de modo a não permitir que a escola se transforme em um local de apreensão”, afirmou.
“As autoridades devem fazer sua parte também. Devem estar presentes em parcerias com as unidades de ensino e ter condições de fazer um bom trabalho fora dos muros escolares, para que a violência não invada esse espaço que deve ser um espaço de aprendizado e de harmonia”, enfatizou Brumatti.