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Violência no Rio assusta e presidente do Simted fala sobre o assunto

12 de abril 2011 - 16h45 Por Redação Douranews, com Assessoria
Violência no Rio assusta e presidente do Simted fala sobre o assunto
A morte violenta de 12 crianças em uma escola de Realengo no Rio de Janeiro deixou muitos pais em pânico, também na cidade de Dourados. Preocupados, pais de alunos ligaram em rádios do município para reclamar da falta de segurança nas escolas. Hoje o presidente do Sindicato Municipal dos Trabalhadores, José Carlos Brumatti, se pronunciou sobre o assunto e buscou tranqüilizar os responsáveis pelos alunos da cidade.

“Aquele foi um caso atípico e específico, não podemos generalizar e dizer que, devido àquele fato, o mesmo vai acontecer agora, aqui em nossas escolas. Há o risco de algo semelhante acontecer em Dourados? Há, mas infelizmente, diariamente estamos expostos a essas situações, não só na escola, mas, em todos os ambientes que freqüentamos. Pessoas com distúrbios mentais existem e, de repente, podem provocar atos de violência em qualquer local. O que tem que ser feito, é um trabalho de prevenção à violência, ainda mais nas escolas”, explica o presidente.

Brumatti faz um apelo para que os pais não deixem de levar os filhos para as escolas. “É evidente que o caso impressiona e todos nós ficamos apavorados, mas, não podemos deixar de viver devido às imagens chocantes que foram veiculadas pela mídia. Os filhos devem ir às escolas. O que temos que fazer é cobrar das autoridades, o fortalecimento do trabalho de prevenção que já é desempenhado através do patrulhamento e ronda escolar”, destaca.

O presidente faz críticas à maneira como o assunto vem sendo tratado por parte da mídia. “Colocam pais chorando com músicas tristes no fundo, mostram pessoas ensangüentadas.... A impressão que temos é a de que há uma apologia a violência. Aí o pai ou a mãe vêem aquilo e se desperta um pânico geral. Não estamos dizendo que Dourados esteja fora de risco ou que a mídia não esteja certa em mostrar, mas, é preciso cuidado ao apresentar as informações, senão, as rádios continuarão a receber ligações de pais preocupados a ponto de deixar até mesmo de levar suas crianças para estudar”, completou o presidente.

Educação

Para os educadores, Brumatti alerta para que impeçam práticas que causem constrangimento aos alunos, como as práticas de Bullying. “Temos que substituir a violência pela cultura da paz e nós, enquanto educadores, somos agentes nesse processo. Todos nós devemos estar atentos de modo a não permitir que a escola se transforme em um local de apreensão”, afirmou.

“As autoridades devem fazer sua parte também. Devem estar presentes em parcerias com as unidades de ensino e ter condições de fazer um bom trabalho fora dos muros escolares, para que a violência não invada esse espaço que deve ser um espaço de aprendizado e de harmonia”, enfatizou Brumatti.