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Murilo equipara salário dos servidores da Educação

27 de abril 2011 - 12h07 Por Redação Douranews, com Assessoria
Murilo equipara salário dos servidores da Educação
O prefeito Murilo Zauith autorizou ontem a equiparação salarial de pelo menos 700 servidores administrativos da Secretaria Municipal de Educação aos vencimentos dos 1.500 funcionários administrativos de outros setores da Prefeitura de Dourados. Os secretários de Administração Marinisa Mizoguchi e de Educação Walteir Betoni e o procurador geral do município, Orlando Zani, participaram da discussão com os servidores administrativos da educação e com representantes do Simted (Sindicato Municipal dos Trabalhadores em Educação).

A lei, aprovada no fim do ano passado e em vigor desde 1º de janeiro deste ano, corrigiu apenas o salário dos servidores regidos pelo PCCR (Plano de Cargos, Carreira e Remuneração) nº 117.

A Procuradoria Geral do Município vai encaminhar à Câmara de Vereadores o projeto de lei que prevê a equiparação. Murilo enfatizou que a prefeitura tem lutado para melhorar a educação través de ações que tragam resultado. “Além da equiparação, vamos regulamentar a regência dos professores em sala de aula. Queremos valorizar a educação, para isso vamos criar também o Plano de Cargos, Carreira e Remuneração para os servidores administrativos da educação”, declarou Murilo Zauith.

O CASO

Há um mês, a assessoria jurídica do Simted (Sindicato dos Trabalhadores da Educação) e a PGM (Procuradoria-Geral do Município) buscam uma alternativa jurídica para que os servidores administrativos educacionais (que trabalham somente na Secretaria de Educação) recebam o mesmo acréscimo salarial concedido aos administrativos institucionais (que tem mobilidade entre as secretarias).

O reajuste foi aplicado ao salário dos servidores em janeiro deste ano, na gestão da então prefeita interina Délia Razuk e variou de 30% a 70% de acordo com a função exercida. A lei que concedeu o benefício foi para corrigir o salário de 1.500 servidores regidos pelo PCCR (Plano de Cargos, Carreira e Remuneração).

Como não se estendeu aos cerca de 700 servidores que ficam somente na Educação, existem, por exemplo, duas merendeiras de uma mesma escola, que trabalham juntas e ganham salários distintos. Sem concordar com a situação, alguns funcionários administrativos educacionais entraram com uma ação civil pública contra o reajuste.