O MEC sempre quis que o Enem tivesse duas edições. No ano passado, em março, o ministro Fernando Haddad cancelou a edição do primeiro semestre, que seria realizada entre abril e maio. Segundo foi divulgado na época, temia-se que, se fosse feita uma licitação, em que pesa o menor preço, o órgão contratado para realizar o exame não daria condições de segurança para a prova.
Em 2009, o Enem foi vazado quando estava sob responsabilidade do consórcio Conasel. O Estado denunciou o vazamento e o exame teve de ser cancelado e adiado.
Desde a última edição, o Centro de Seleção e de Promoção de Eventos (Cespe) cuida do exame. Mesmo sendo uma entidade com grande experiência em concursos, houve uma série de problemas com a prova, como questões em branco em diversas provas e gabaritos trocados.
Conforme o MEC já havia antecipado, uma das novidades do próximo Enem será a proibição do uso de celulares. Alunos serão obrigados a deixar os aparelhos fora da sala de aula. O ministério adotou essa precaução porque, no ano passado, muitos alunos tentaram fraudar a prova tirando fotografias.