Na última semana, os representantes do CNJ visitaram as instalações da Unigran. A Pró-reitora de Ensino e Extensão, Terezinha Bazé de Lima, explica que, além de ser levada em consideração a estrutura da Instituição, o evento será sediado em Dourados pelo fato de a cidade ter a segunda maior população indígena do país. “Dourados é um laboratório, com o maior número de indígenas e conflitos na questão fundiária”, diz a Pró-reitora.
A professora, Terezinha Bazé, reforça que o seminário visa à construção de soluções para os conflitos fundiários existentes. “Na audiência a mesa vai ouvir a população e qualquer pessoa poderá se inscrever para falar, essas conversas vão subsidiar os relatórios e, também, as duas mesas que acontecem no dia seguinte”, fala Terezinha sobre a realização do evento.
A Reitora da Unigran, Rosa Maria D´Amato De Déa, aponta que no conflito existente entre a classe produtiva e os indígenas, o ideal é levar uma solução que seja a mais adequada para todos os envolvidos, de bom senso. “Numa discussão dessas com tantas pessoas envolvidas, com a questão jurídica e de legalidade, acredito que podemos ter uma solução mais adequada, mais sensata para as duas partes, essa é a importância”, afirma.
Além da relevância social, a Reitora aponta, ainda, a relevância do evento para os professores e acadêmicos da Instituição participarem. “Eles vão aprender e com senso crítico poderão dar as suas parcelas de contribuição. Isso faz parte da nossa filosofia, da nossa história, sempre os eventos são abertos para a comunidade. Os alunos evoluem, tem uma formação de qualidade, mas a sociedade vem junto também”, finaliza a professora Rosa De Déa.
Programação
Dia 25
14h – Audiência Pública com Comunidade Indígena e Proprietários Rurais
Dia 26
10h – Abertura Oficial
10h30 – Palestra: “A situação dos Guaranis e a Demarcação de Terras em Dourados -MS”
14h30 – Palestra: “A indenização pela terra nua: uma solução?”