Atualmente são 300 estudantes atendidos dentro de suas necessidades de deficiência em salas de aulas comum em 90% das escolas da Rede Municipal de Ensino. Desses alunos, 78 recebem serviço de profissionais que prestam apoio em salas de aula.
Conforme a gerente do Núcleo de Educação Especial da Semed, Elza Correa Pedroso, atualmente e rede conta com 25 estagiários acadêmicos, que prestam apoio nas atividades de alimentação e locomoção do aluno com deficiência e mais 23 professores auxiliares, que prestam apoio aos estudantes com múltipla deficiência ou transtorno global do desenvolvimento.
“Este professor colabora com o professor regente nas atividades didático-pedágicas em sala de aula, dando apoio ao aluno, solucionando as dificuldades”, explica.
A Secretaria Municipal de Educação ainda mantém o professor itinerante, ou seja, que assiste o aluno acamado por possuir deficiência severa que o impossibilita de se deslocar até a escola.
Estes professores têm o papel de levar todo o conteúdo didático até a casa do aluno. Atualmente o Núcleo de Educação Especial tem quatro alunos atendidos nestas condições.
O Núcleo de Educação Especial do município ainda mantém em 21 escolas da Rede Municipal e dois Ceims, 26 intérpretes educacionais de Libras.
MAIS RECURSOS
De acordo com Elza Pedroso, a Educação Especial mantém hoje dez salas de recursos multifuncionais. O objetivo destes espaços, dotados de equipamentos e materiais, é assistir o aluno com deficiência no contraturno escolar.
As salas servem para otimizar o conhecimento do aluno e prepará-lo para a sala de aula comum. Nestas salas ainda atendem professores de Língua Portuguesa e Libras. Elza informou que está prevista até o final do ano a abertura de mais nove salas de aulas neste mesmo modelo.
Outro grande apoio aos alunos portadores de deficiência na Rede Municipal chama-se “Núcleo de Apoio Pedagógico e Produção em Braile”, que funciona na Escola Municipal Avani Cargninelutti Sehlauer, no Jardim Flórida.
No local os livros, apostilas, entre outros materiais didáticos, produzidos na Língua Portuguesa, são traduzidos para o Braile. Também é feita a avaliação funcional da visão do aluno portador da deficiência.
Elza lembra que hoje o Núcleo de Educação Especial de Dourados é responsável pela capacitação e apoio a gestores e professores de 20 municípios, dentro do programa de “Educação Inclusiva Direito à Adversidade”, do Ministério da Educação. Esses municípios também são atendidos pelo “Núcleo de Apoio Pedagógico e Produção em Braile”.