Segundo Haddad, as questões fazem parte de um conjunto de exercícios para ensinar o público jovem e adulto a usar a norma culta, produzido por uma autora com mais de 20 anos de experiência na educação desse público. O material, de acordo com o ministro, também não foi destinado a crianças do ensino fundamental.
"Quero crer que foi muito bom ter deixado decantar o debate sobre esse assunto para nós verificarmos que estava se cometendo uma injustiça, não contra o Ministério da Educação, mas contra uma autora respeitada. Foi uma injustiça crassa. Depois de uma semana de incompreensão, o diretor executivo do Instituto Fernando Henrique Cardoso teve a dignidade de publicar no jornal O Estado de S.Paulo de domingo um artigo lúcido, colocando os pingos nos is, e dizendo que não tinha cabimento o debate ter enveredado dessa maneira e que não ajudava em nada a educação brasileira, a politização de um debate que tinha que ser técnico, acadêmico e sério", disse.
Haddad alegou, ainda, que as frases que causaram polêmica - que não seguem a norma culta por desrespeitarem o plural - foram retiradas do contexto. O ministro afirmou que as frases faziam parte de um exercício, onde o aluno era induzido a partir de uma situação corriqueira e usar a norma culta - traduzindo "os livro" para "os livros".