Franz disse ainda que os servidores de Dourados vão aguardar o término dessa reunião, e se não houver andamento com as negociações, o SISTA (Sindicato dos Técnicos Administrativos da UFGD) juntamente com a coordenação dos técnicos administrativos de Campo Grande, irão fazer uma assembléia para decidir se aderem ou não à paralisação das atividades.
A greve dos técnico-administrativos de universidades públicas foi aprovada no último fim de semana em uma votação apertada com 63 votos a favor da deflagração da greve no dia seis de junho, 61 votos pela suspensão do indicativo naquela data e retorno da discussão às bases, e uma abstenção, durante plenária nacional da categoria, em Brasília. O sindicato pede que do piso seja reajustado em, pelo menos, três salários mínimos. De acordo com Léia Oliveira, coordenadora-geral da entidade, hoje o vencimento desses servidores é R$ 1.034. “Temos o menor piso de todo o serviço público federal”, disse.
Já no primeiro dia de greve dos técnicos administrativos da educação começou com adesão de grandes universidades do país. De acordo com o coordenador-geral da FASUBRA, Rolando Malvásio Júnior, até as 16h54 de ontem (6), estavam com as atividades paralisadas 13 instituições federais de ensino superior: Pernambuco, Rio Grande do Norte, Ouro Preto, Santa Catarina, Mato Grosso, Tocantins, Amazonas, Rio Grande do Sul, Acre, Espírito Santo, São Carlos/SP e de Santa Maria/RS.
O que foi aprovado
A Plenária Nacional da FASUBRA aprovou a pauta com os seguintes pontos: a) Greve nacional a partir de 6 de junho de 2011; b) Reafirmar a disposição de negociação, e seguir exigindo negociação real na maior brevidade possível; c) Comunicação ao Governo e Reitorias da deflagração da greve, conforme orientação enviada anteriormente às entidades; d) Instalação do Comando Nacional de Greve no dia 7 de junho, em Brasília-DF; e) Participação na caravana nacional do funcionalismo, programada para o dia 16 de junho, em Brasília, entendendo que a participação maciça da nossa base, ou com representações das entidades, está condicionada as possibilidades das bases, diante das condições em cada base para a construção e estruturação da greve.