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Parecer sobre livro do MEC já havia sido apresentado na UEMS

06 de julho 2011 - 18h15 Por Redação Douranews, com Assessoria
Parecer sobre livro do MEC já havia sido apresentado na UEMS
Está arquivado pelo Ministério Público Federal o inquérito civil instaurado contra o MEC (Ministério da Educação) que apurava irregularidades no livro didático "Por uma Vida Melhor". Para o procurador da República no Distrito Federal Peterson de Paula Pereira, "não elementos plausíveis indicativos de que o livro esteja a propagar o ensino errado da língua portuguesa".

A polêmica sobre o uso informal da língua havia sido discutida na UEMS, no final de maio, quando o prof. Dr. Valdir Flores defendeu que não certo e errado em linguística, mas sim o que é adequado ou não adequado, dependendo de cada contexto.

“Muitas vezes nós (professores de português) somos os únicos na escola que não falamos sobre a realidade. Ficamos só falando sobre como deveria ser (a língua) e deixamos de refletir sobre como ela é realmente”, afirmou, na ocasião, o pós-doutor. Flores rebateu ainda a crítica de que a escola deva ensinar somente o uso formal da língua, que o "errado" (informal), os alunos utilizam naturalmente em seu cotidiano.

Para ele, a escola tem que estimular os alunos a refletirem suas realidades, ao mesmo tempo em que desenvolvam subsídios para se posicionarem criticamente diante dela. “A língua é um todo vivo que vai se transformando com o uso de cada falante”, disse Flores que é professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e estava na UEMS para ministrar uma disciplina no doutorado interinstitucional em Letras oferecido em parceria entre as duas instituições.

A polêmica

O livro didático provocou ampla discussão por contemplar frases com erro de concordância em uma lição que apresenta a diferença entre a norma culta e a falada. A autora da obra defende que os alunos até podem falar de "jeito errado", mas devem atentar para o uso da norma culta, que precisa ser dominada.

"Você pode estar se perguntando: 'Mas eu posso falar os livro?'. Claro que pode. Mas fique atento porque, dependendo da situação, você corre o risco de ser vítima de preconceito linguístico", diz um trecho da obra.