A final nacional acontece hoje (3), em São Paulo, e contará com a participação de educadores de todo o país. O IFMS estará representado pelo professor de Informática do Campus Ponta Porã e autor do projeto, Eder Samaniego Villalba.
Na ocasião, todos os finalistas irão apresentar seus trabalhos para a comissão julgadora, além de conhecerem a sede da Microsoft Brasil e participarem de workshops para a discussão e troca de experiências educacionais.
Eder explica que o Clube de Xadrez surgiu devido à grande dificuldade que os estudantes têm com a matemática, em especial com algoritmos, que é uma das disciplinas que ele ministra no Instituto.
“O xadrez desenvolve a capacidade cognitiva e o raciocínio lógico, entre outros aspectos, e isto contribui para a compreensão do conteúdo trabalhado em sala”, afirma Eder, que define o jogo como “um esporte pedagógico e uma academia para o cérebro”.
Não é só a matemática, no entanto, que é beneficiada com a prática do xadrez. “A concentração, o planejamento, a criatividade e a memória são trabalhadas quando se joga xadrez. Quem não precisa, por exemplo, guardar acontecimentos e datas quando está estudando história?”, acrescenta o professor.
No primeiro semestre, o Clube de Xadrez foi aberto aos estudantes dos cursos técnicos em Informática e Agricultura do Campus Ponta Porã. Realizado nas manhãs e tardes das quartas-feiras, o Clube contou com a participação frequente de 15 alunos, mesmo sem ter controle de presença.
O objetivo para o segundo semestre é transformar o projeto no Clube Municipal de xadrez, e levá-lo ao alcance da comunidade externa. Os estudantes que participaram do projeto no primeiro semestre irão, também, realizar oficinas de xadrez em escolas municipais e estaduais de Ponta Porã.