De acordo com relatos do estudante, o bullying começou depois que ele disse à diretora que um colega de 14 anos havia matado aula. Desde então, o grupo de estudantes entre 12 e 14 anos passou a agredi-lo.
Segundo a mãe, o adolescente foi ferido novamente na terça (9) e, inicialmente, se recusava a contar o que havia acontecido. “Ele chegou apavorado. Até que ele disse que um dos colegas o mataria se ele contasse o que havia acontecido”, afirmou.
Na quarta, o estudante aceitou ir à escola acompanhado pelos pais, desde que fosse transferido para outra. No gabinete da diretora, revelou as ameaças e agressões. “Naquele momento o chão abriu e eu caí. Ele não falava nada em casa”, disse a mãe.
O adolescente diz que os episódios de violência aconteciam até mesmo dentro da sala de aula. O garoto tem algumas marcas pelo corpo, que teriam sido provocadas com socos, chutes e de perfurações feitas com lápis, o canivete e outros objetos cortantes.
Segundo a vítima, também era caçoado por tirar boas notas. “Acho que eles ficavam com inveja de mim. Eles me chamavam de ‘nerd’. Eu deveria ter contado, mas eles me ameaçavam. Dá medo de um dia eu sair na rua e eles me matarem”, disse o estudante.
Na manhã desta quinta (11), o garoto foi levado ao Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol), onde passou por exame de corpo de delito. O caso deve ser investigado pela Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e à Juventude, onde os estudantes e seus pais devem ser ouvidos.