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Hospital Universitário implanta mais um módulo do AGHU

12 de agosto 2011 - 15h11 Por Redação Douranews, com Assessoria
Hospital Universitário implanta mais um módulo do AGHU

O Hospital Universitário da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) e uma equipe do AGHU (Aplicativo de Gestão para Hospitais Universitários) já estão trabalhando pela implantação da prescrição eletrônica, ferramenta que tem como principal objetivo oferecer maior agilidade e segurança na prescrição de medicamentos e tratamentos aos pacientes.

Desde o início da semana, uma equipe do comitê gestor do AGHU está em Dourados para a implantação deste módulo, trabalho que deve ser executado no decorrer de duas semanas. A equipe é composta por dez pessoas, incluindo consultores do Hospital das Clínicas de Porto Alegre e do Ministério da Educação.

A implantação da prescrição eletrônica faz parte da proposta do AGHU, sistema que está sendo adotado pelo MEC em todos os hospitais universitários do país e que promete revolucionar o sistema de armazenamento de dados destas instituições. Inicialmente, o modelo está sendo implantado em seis hospitais universitários, incluindo o da UFGD – que foi escolhido para receber um grande volume de módulos do novo modelo de gestão.

No HU da UFGD, o processo de implantação do AGHU começou em novembro do ano passado. De lá para cá, já foram implantados dois módulos – no setor administrativo e também no SAME (Serviço de Arquivo Médico e Estatística), o que já reflete positivamente na gestão dos leitos. Após a prescrição, serão implantados módulos do AGHU na gestão de sinais vitais, ambulatório, exames e faturamento.

O coordenador da comissão de prontuários do Hospital das Clínicas de Porto Alegre e membro do comitê gestor do AGHU, Dr. José Ricardo Guimarães, explica que o principal benefício da prescrição eletrônica é a redução na possibilidade de erros de interpretação quanto à medicação ou tratamento indicado pelo médico. “É um sistema menos passível de erros, já que será digitalizado. Isto, além de facilitar o trabalho de toda a equipe, oferece maior segurança ao paciente já que não há risco de interpretação errada do documento”, explica.

Durante toda esta semana, a equipe do AGHU está oferecendo treinamento aos usuários do serviço (incluindo médicos, enfermeiros e funcionários da farmácia e laboratório), além da configuração de toda a rede de computadores do hospital. “A gestão proposta pelo AGHU é um conceito moderno de informações de processos de saúde. Além de oferecer segurança ao paciente, auxilia o trabalho do médico e reduz mão-de-obra”, garante. A equipe do AGHU que está trabalhando no HU inclui médico, analista de sistemas, gerente de projetos e programadores, além de consultores do MEC e do Hospital das Clínicas de Porto Alegre.

AGHU

A utilização do AGHU vai proporcionar que os hospitais aprimorem seus processos de atendimento, estendendo aos pacientes de todo o país inúmeras facilidades.  Além disso, com o AGHU o MEC passará a dispor de indicadores padronizados entre todos os integrantes da rede, o que facilitará a implantação de melhorias e a divulgação transparente de dados para o público.

Para desenvolver este trabalho, o MEC utiliza como base o Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), levando em conta o sucesso de seu modelo de gestão e a disponibilidade do sistema de Aplicativos para Gestão Hospitalar desenvolvido pela instituição.

O diretor-geral do HU/UFGD, Wedson Desidério Fernandes, destaca que o AGHU é um modelo para modernização do HU, que terá como principal conseqüência a agilidade de todos os processos do hospital, além de grande economia com impressões. “Este processo ainda está no início, mas certamente é um momento importante para o HU/UFGD pelo fato de sermos pioneiros na implantação deste modelo. Ficamos lisonjeados. Com essa ferramenta teremos uma gestão mais ágil, tanto no processo de internação e prescrição, nos indicadores de produção, como também no processo de aprendizado dos acadêmicos internos e residentes”, afirma, ao destacar que o novo modelo de gestão inclui mais de 50 módulos, que estão sendo desenvolvidos há quase 30 anos.