O Centro de Capacitação de Profissionais da Educação e de Atendimento às Pessoas com Surdez (CAS) da Secretaria de Estado de Educação receberá esta semana técnicos do Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES), do Rio de Janeiro. Amanhã (30) e quarta-feira, os instrutores da Língua Brasileira de Sinais (Libras) do CAS e do Centro Estadual de Atendimento ao Deficiente da Audiocomunicação (CEADA) participarão de oficinas com a fonoaudióloga Jurema Souza, especialista em Educação de Surdos e autora do Atlas Geográfico Interativo Bilingue; o assessor de direção geral do INES, Valdo Ribeiro de Nóbrega.
Na quinta-feira (1º), profissionais da educação, estudantes e a comunidade surda participarão de um seminário sobre a importância no INES no Brasil e da apresentação do Atlas Geográfico Interativo Bilingue no Centro de Educação Profissional Ezequiel Ferreira Lima (Cepef), a partir das 19 horas.
Conheça o Instituto Nacional de Educação de Surdos
O INES atende cerca de 600 estudantes da educação infantil até o ensino médio, incluindo ensino profissionalizante, esporte e artes e apoia o ensino e a pesquisa de novas metodologias para serem aplicadas no ensino da pessoa surda e ainda atende a comunidade e os estudantes nas áreas de fonoaudiologia, psicologia e assistência social. A história do Instituto começou em 26 de setembro de 1857 durante o Império de Dom Pedro II, quando o professor francês surdo Hernest Huet fundou, no Rio de Janeiro, com o apoio do imperador, o Imperial Instituto de Surdos Mudos.
Naquela época, o Instituto era um asilo e só eram aceitos surdos do sexo masculino. Eles chegavam de todos os pontos do país e muitos eram abandonados pelas famílias. Em 1931 foi criado o externato feminino com oficinas de costura e bordado. Com isso, o INES consolidou seu caráter de estabelecimento profissionalizante, instituído em 1925. Na década de 1970 foi criado o Serviço de Estimulação Precoce para atendimento de bebês de zero a três anos de idade.
No início dos anos 80, com a criação do Curso de Especialização para professores na área da surdez, o INES investiu na capacitação de recursos humanos, para gerar agentes multiplicadores. Hoje, o curso é chamado de “Curso de Estudos Adicionais” e recebe professores de todo o país que, ao retornarem às origens, disseminam os conhecimentos adquiridos no INES.
Em 1990 foi criado o informativo técnico-científico espaço, cujos artigos são voltados para a educação do aluno surdo. A partir de 1993, o INES adquiriu nova personalidade com a mudança de seu Regimento Interno, através de ato ministerial. O Instituto passa a ser um centro nacional de referência na área da surdez. Com esta nova atribuição são realizadas ações que subsidiam todo o país.