O coordenador geral do Sista/MS, Lucivaldo Alves dos Santos, condenou de forma veemente a presença de policiais estaduais no ato dos estudantes e dos trabalhadores da UFMS. Ele considerou uma verdadeira agressão ao direito da livre manifestação garantido na Constituição. “Infelizmente, o limiar da primavera 2011 nos trouxe a triste lembrança dos tempos de repressão da ditadura militar”, comenta o dirigente.
Lucivaldo Santos foi enfático ao afirmar que se a presença da polícia era para intimidar o movimento, ela teve um efeito totalmente contrário. Ele disse que o movimento é para avançar a democracia interna na UFMS, bandeira que o sindicato não abre mão. “No Brasil existe mais clima para retrocesso e não será no berço do saber e na indústria da educação e do conhecimento que isso vai acontecer”, exclama o dirigente.
A posição adotada pelo sindicalista é acompanhada por seus companheiros de categoria e pelos estudantes e dirigentes do DCE. Os manifestantes lamentaram o ato intimidatório e rechaçaram qualquer recuo no movimento pelo voto paritário e na continuidade na luta por universidade pública cada vez mais democrática, com a valorização do estudante e melhores condições de trabalho e salário aos trabalhadores da educação.