A Reitoria da Universidade Federal de MS (UFMS) recebeu um abraço simbólico na manhã desta quarta-feira (21) no primeiro ato pela instituição do voto paritário para na eleição de sua administração. O “abraço” na Reitoria foi feito por técnicos administrativos e estudantes, convocados pelo SISTA/MS (Sindicato dos Trabalhadores nas Instituições de Ensino de MS) e pelo DCE/UFMS (Diretório Central dos Estudantes).
A manifestação contou com a participação de dezenas de pessoas e foi a primeira de uma série de atividades a serem desenvolvidas pelas duas entidades. A campanha espera receber a adesão também da associação dos docentes (ADUFMS). Denominada de “Uma nova primavera para a UFMS”, a campanha iniciada nesta semana quer acabar com a desigualdade eleitoral no peso de cada segmento da comunidade acadêmica – professores, alunos e técnicos – na eleição da Reitoria e outros cargos de direção.
Atualmente, a proporção no processo é desigual porque o voto do professor equivale a 70% de peso eleitoral, enquanto estudantes e técnicos tem um peso de apenas 15% cada, completando os outros 30% por cento da proporcionalidade. O movimento do sindicato e da entidade estudantil é de equivalência do voto para a Administração, ou seja, que cada segmento da comunidade tenha o peso eleitoral igualitário, que seria de 33,3%, promovendo a paridade ou igualdade de proporcionalidade.
A eleição para a Reitoria da UFMS acontece no primeiro semestre do ano que vem, mas as normas para o processo são definidas de forma antecipada pelo Conselho Universitário e pelo Colégio Eleitoral. A manifestação desta quarta-feira também coincidiu coma reunião do Conselho Universitário, que recebeu um documento assinado pelo SISTA e DCE solicitando a implantação do voto paritário na instituição.
No documento, as entidades citam que a Constituição garante a autonomia da Universidade em escolher o sistema de votação, não necessitando de seguir este ou aquele modelo. Um exemplo desta autonomia é o fato da maioria das universidades federais brasileiras já adotarem o critério do voto paritário para suas administrações. A UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) já adota a igualdade na proporcionalidade dos votos não somente para a Reitoria, mas também para outros cargos de direções de suas faculdades.