Há 17 anos a Fundação O Boticário trabalha para recompor um pedaço da natureza do Brasil. Já com uma reserva na Mata Atlântica, o próximo passo é a implantação de um espaço com todas as características do cerrado na Serra do Tombador, na Chapada dos Veadeiros, em Goiás. O objetivo é ter um parque, uma reserva que mantenha intacta a biosfera da região.
Para realizar este projeto foi preciso formar uma equipe de arquitetos e engenheiros com a missão de tornar essa obra o mais sustentável possível. E nessa equipe está o coordenador do curso de Engenharia Civil, Luiz Henrique Moreira de Carvalho e a professora Meire Cristiane Ferreira da Cunha, da Unigran.
A professora Meire Cristiane gerencia todo o projeto, é a responsável em conferir quem são os fornecedores mais próximos, como o material chegará até o local e quais fornecedores obedecem aos preceitos de sustentabilidade, responsabilidade social, honestidade, critérios exigidos pela fundação. Já o engenheiro Luiz Henrique e sua equipe são responsáveis pela elaboração dos projetos complementares, como os de estrutura, de fundação, reaproveitamento de água, de esgotamento sanitário, elétrico, hidráulico e de incêndio.
De acordo com a engenheira, para fornecer materiais para a obra as empresas devem ser responsáveis e sustentáveis. “O fornecedor deve se preocupar em atenuar as mudanças climáticas, preservar a diversidade biológica, combater a poluição das águas, promover o desenvolvimento econômico, trabalhar na legalidade e ter licença dos órgãos ambientais”, relata Cristiane.
A ideia de “restaurar” um pedaço da beleza natural do ecossistema brasileiro veio do dono da empresa. “Para obter os produtos de sua linha de produção é preciso extrair da natureza as essências e matérias primas para seus produtos, dessa forma ele teve interesse de devolver isso para a natureza, então surgiram as primeiras ideias de parques e reservas de proteção ambiental”, conta a engenheira.
A Fundação deseja criar reservas nas cinco diversidades naturais do país. Na Mata Atlântica a reserva já é uma realidade; no Cerrado, onde os professores da Unigran participam do projeto, as obras estão prestes a iniciar, mas ainda há o intuito de preservar a área da Caatinga, Floresta Amazônica e também do Pantanal.
A sustentabilidade é o princípio básico de todos os envolvidos no projeto. O engenheiro civil Luiz Henrique conta como é possível assumir essa responsabilidade em uma construção. “A sustentabilidade é definir uma maneira, desde o início de uma obra, de agredir menos possível o meio ambiente e a biosfera, isto é, utilizar corretamente a ventilação, iluminação, materiais alternativos ou mesmo que não sejam alternativos, mas que gerem um recurso renovável”, explica.