Os problemas constatados com maior freqüência foram desvio de função, utilização de estagiários em lugar de educadores (em desacordo com as normatizações que regem a educação infantil em nível de Brasil), falta de servidores em funções de apoio, falta de merenda e falta de encaminhamento de soluções por parte de algumas coordenações e da Secretaria de Educação.
“No meu Ceim foram demitidas três pessoas e está faltando alimentação. Vai dar só feijão para as crianças?”, denunciou uma educadora cujo nome foi preservado. “No meu falta açúcar, carne e ainda disseram que a cozinheira é que não tinha criatividade para fazer a merenda”, afirmou outra servidora.
“Há uma lista dos que estão para ser mandados embora. Fizeram assim para demitir”, explicou uma das professoras. “Tem estagiário fazendo papel de professor”, afirmou mais um professor, cujo nome também não é apontado.
Diante dos problemas, ficou marcada uma nova Assembléia para discutir uma paralisação como forma de protesto. De antemão os educadores decidiram por unanimidade pela rejeição à abertura dos Ceim’s no mês de janeiro, período de férias escolares, proposta apresentada por um vereador e propalada pela prefeitura.
Situação parecida
Em março de 2010, o Simted cobrou o então prefeito Ari Artuzi sobre os mesmos pontos que agora volta a cobrar na atual administração. Artuzi também estava deixando faltar materiais, colocando profissionais em desvio de funções e tentando substituir educadores por estagiários. Naquela época o Ministério Público Estadual investigou o caso.
NR: O Simted preservou o nome dos trabalhadores "para evitar represálias contra os denunciantes".