Ao promotor de Justiça, Luiz Gustavo Camacho Terçarios, o presidente do Simted, José Carlos Brumatti alegou que tal decisão afetará diretamente os educadores e estudantes. “Algumas pessoas poderão ficar sem aulas por falta de profissionais nas escolas, já que estatisticamente é provado que algum educador pode ser afastado por problemas de saúde nesse período”, disse.
Segundo Brumatti, o sindicato procurou na sexta-feira a prefeitura na tentativa de reverter a medida, mas não teve resposta e por isso foi feita denúncia. Ele diz também que a ação da prefeitura afeta diretamente os educadores afastados por motivos de saúde e com licença gestante, uma vez que suas salas ficarão sem professores, a não ser que alguém trabalhe gratuitamente.
Após receber e protocolar a documentação, o promotor Luiz Gustavo disse que, ainda nesta quinta-feira estaria notificando a prefeitura para que seja tomada uma posição em relação ao tema abordado. “Notificarei a administração municipal para que possamos tentar um acordo em relação ao assunto”, comentou.
O não pagamento dos substitutos já havia sido citado durante a paralisação do dia 26 de outubro, porém, faltava a oficialização por parte do poder público, o que ocorreu por meio de comunicado às escolas na quinta-feira passada (27).