O professor Damião Duque de Farias, reitor da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados), apresentou segunda-feira (21), em Brasília, o Programa de Expansão Acadêmica da UFGD para os próximos dez anos. O plano prevê ampliação da estrutura física e de pessoal da Universidade, com implantação de novos cursos de graduação e de pós-graduação.
O reitor esteve com a equipe técnica da Secretaria de Educação Superior (Sesu) do Ministério da Educação, conduzida por Luiz Cláudio Costa, unidade responsável por planejar, orientar, coordenar e supervisionar o processo de formulação e implementação da Política Nacional de Educação Superior. A ideia é transformar a UFGD em uma Instituição de grande porte e fortemente reconhecida dentro e fora do país.
“Estamos acompanhando as negociações junto ao MEC. O Plano Nacional de Educação ainda tramita no Congresso Nacional, mas haverá aumento dos investimentos do Governo federal na Educação Superior. E, no caso da UFGD, pretendemos passar de 7 mil para 30 mil vagas abertas”, afirma o professor Damião, conforme a assessoria de imprensa da instituição.
A meta é ambiciosa e envolve a aplicação de investimentos em obras e equipamentos da ordem de R$ 220 milhões ao longo dos dez anos de expansão prevista. Além da contratação de mais de 1.200 docentes e de 1.400 técnicos administrativos, para a implantação de 51 novos cursos e novas turmas de graduação presencial e a distância, mais 25 programas de mestrado e 20 de doutorado serão criados, caso a proposta seja aprovada em sua totalidade pelo MEC.
“Além do aumento quantitativo, a intenção é fazer da UFGD referência no ensino e prática da pesquisa, com os programas de pós-graduação, isso será o diferencial da nossa Universidade; a formação de quadros de alto nível para a produção de ciência e tecnologia na região da Grande Dourados e para o Mato Grosso do Sul, Brasil e países da América Latina”, disse o reitor.
Dentro da proposta, a UFGD pretende implantar 16 novos cursos a distância dentro das áreas da Educação, Artes e Humanidade e de Serviços e Tecnologia, abrindo 12.200 vagas de graduação para o interior de Mato Grosso do Sul. Caso o programa seja aprovado, serão contemplados 16 municípios do Estado que já são pólos de ensino via Prefeituras e Governo federal.
“Dessa forma, a UFGD vai ampliar a oferta da educação superior pública em Mato Grosso do Sul, com qualidade, mantendo o compromisso com o desenvolvimento social, com a interiorização e com a inclusão, promovendo a articulação entre a educação superior e a educação básica; do ensino de graduação e de pós-graduação e entre a inovação, mobilidade e internacionalização acadêmica”, finalizou o reitor.