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UFGD encerra hoje seminário para aproximar público indígena

03 de fevereiro 2012 - 18h55 Por Redação Douranews
UFGD encerra hoje seminário para aproximar público indígena

A UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) encerra hoje (3) o 1º Seminário Interno do PIBID Diversidade (Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência – Diversidade), no cine-auditório da Unidade 1 da instituição. O evento foi realizado com o objetivo de aproximar a universidade da educação básica indígena para melhorar a qualidade da formação de professores, informa a assessoria de comunicação da Universidade.

Na abertura do seminário, quarta-feira (1) a representante do Movimento de Professores Guarani e Kaiowá, Teodora de Souza, conclamou o público a “fazer a diferença” nas escolas e aproveitar o momento de diálogo para discutir como isso pode ser realizado e quais avanços podem ser conquistados tanto para o curso de Licenciatura Indígena quanto para a educação básica.

A legitimação do conhecimento indígena foi ressaltada pela professora Adir Casaro (UCDB), representante do grupo de docentes da Licenciatura e das universidades parcerias. Para ela, os indígenas estariam ocupando espaço na universidade com legitimidade e poder, provando que os saberes indígenas são tão poderosos quanto os outros e podem colaborar para compreender e resolver os problemas do mundo.

O coordenador especial de Administração Universitária da UFGD, Sidnei Azevedo, destacou como um diferencial da Licenciatura Indígena o desprendimento dos docentes, supervisores e alunos envolvidos que por causa das especificidades do curso muitas vezes tem que colocar a educação acima da vida particular e da família, ficando períodos fora de casa para estudar.

O coordenador da Licenciatura Intercultural, Antonio Dari Ramos, ressaltou a necessidade de aprofundamento do debate sobre educação escolar indígena, já que se ter um professor com título (diploma de formação superior) bastasse, o problema estaria resolvido. No entanto, o professor indígena com Ensino Superior mesmo sendo muito importante, não seria suficiente, porque seria preciso repensar e criar estratégias para que a gestão da escola e o currículo da educação indígena fossem diferenciados e de qualidade, da educação infantil a pós-graduação.

Para Noêmia Moura, coordenadora institucional do PIBID Diversidade, também não basta a escola ter apenas o nome de “escola indígena” e ter aulas ministradas por professores de etnia indígena, é fundamental repensar a gestão e o currículo. Antes de apresentar o PIBID para a plateia, citou a fala do educador Paulo Freire: “Se a educação sozinha não pode transformar a sociedade, tampouco sem ela a sociedade muda”.