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Simted espera paralisar 80% das atividades em Dourados

09 de março 2012 - 19h05 Por Redação Douranews
Simted espera paralisar 80% das atividades em Dourados

A paralisação nacional agendada para os próximos dias 14, 15 e 16 de março deve atingir pelo menos 80% das escolas da rede pública de ensino e boa parte dos Centros de Educação Infantis do Município (Ceim´s) em Dourados, conforme estimativas do Simted (Sindicato municipal dos Trabalhadores em Educação) de Dourados.

Segundo a assessoria da entidade, o diretor do Raphael Ramos Spessoto confirmou que foram encaminhados ofícios para todas as unidades de ensino existentes no município com a intenção de mobilizar o maior número possível de educadores. “Pelo menos 80% das instituições confirmaram que irão parar as atividades durante os três dias, mas gostaríamos que fossem 100%”, disse.

A manifestação dos próximos dias é pela implantação integral da Lei do Piso, melhorias na carreira e que 10% do Produto Interno Bruto - PIB nacional, sejam aplicados em financiamento da educação pública.

Atividades

Na manhã do dia 14, quarta-feira, acontecerá uma passeata na região central de Dourados, que sairá da frente do Fórum e passará pela Secretaria de Estado de Educação (SED) e Secretária Municipal de Educação (Semed), terminando na praça Antônio João.

Na manhã do dia 15, uma manifestação acontece em Campo Grande e reunirá todos os sindicatos de Mato Grosso do Sul em uma grande caminhada pelas ruas centrais da capital.

Para o último dia de paralisações, 16, haverá um seminário na Câmara Municipal de Dourados para discutir sobre a Lei do Piso e assuntos referentes à mobilização que aconteceu durante os três dias. O horário será às 18h. No período vespertino, as 14h, os educadores dos Ceim´s estarão participando de um Espaço de Debates sobre a Educação Infantil na sede do Simted.

Para o presidente do sindicato, João Vanderley de Azevedo, esta é a hora dos trabalhadores se aliarem em busca de melhorias na educação. “Precisamos nos manter unidos para chamarmos a atenção pela responsabilidade que cada educador possui. Temos que nos valorizar e exigirmos que a educação seja valorizada, não só na questão salarial, mas também estrutural e na qualidade do trabalho”, disse.