A Paralisação Nacional pela Educação teve grande adesão em Dourados. A organização do evento foi do Simted (Sindicato Municipal dos Trabalhadores em Educação) e os diretores da entidade comemoraram a união da categoria, que “se mostrou coesa e firme em um único objetivo, que é a educação de qualidade”, conforme definiram em reunião.
Na cidade, todas escolas estaduais pararam e nas escolas municipais e Ceims (Centros de Educação Infantil Municipais) o apoio também foi grande. Das 45 escolas somente duas não pararam e entre os Ceims, dos 28, somente cinco permaneceram atendendo.
“Isso mostra que a categoria está muito unida nesse momento e que têm a consciência de que o melhor caminho hoje é a luta por nossos direitos. Queremos agradecer e convidar os trabalhadores da educação, pais e mães, além dos apoiadores, como por exemplo a imprensa, para que continuemos unidos para buscar as melhorias necessárias para a Educação”, afirmou o presidente do Simted, João Vanderley de Azevedo.
Os educadores reivindicam a implantação na íntegra da Lei do Piso Nacional da categoria e também a destinação de 10% do PIB (Produto Interno Bruto) em investimentos no setor, conforme estabelece o PNE (Plano Nacional de Educação).
Em Mato Grosso do Sul, vários municípios ainda não obedecem à lei e há ainda outro fator, que é a destinação da hora atividade, tempo de planejamento de aula que governos municipais e o do Estado estabeleceram em 1/4 e a lei prevê que seja de no mínimo 1/3.
Metas
Na última Conferência Nacional de Educação foram definidas metas para melhorar a educação no Brasil, no entanto, muitas delas não foram cumpridas e por isso também foram motivo de cobrança durante a paralisação.
Conheça as metas que compõem o Plano Nacional de Educação 2011-2020:
Meta 1: Universalizar, até 2016, o atendimento escolar da população de 4 e 5 anos, e ampliar, até 2020, a oferta de educação infantil de forma a atender a 50% da população de até 3 anos.
Meta 2: Criar mecanismos para o acompanhamento individual de cada estudante do ensino fundamental.
Meta 3: Universalizar, até 2016, o atendimento escolar para toda a população de 15 a 17 anos e elevar, até 2020, a taxa líquida de matrículas no ensino médio para 85%, nesta faixa etária.
Meta 4: Universalizar, para a população de 4 a 17 anos, o atendimento escolar aos estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação na rede regular de ensino.
Meta 5: Alfabetizar todas as crianças até, no máximo, os 8 anos de idade.
Meta 6: Oferecer educação em tempo integral em 50% das escolas públicas de educação básica.
Meta 7: Atingir as médias nacionais para o Ideb já previstas no Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE)
Meta 8: Elevar a escolaridade média da população de 18 a 24 anos de modo a alcançar mínimo de 12 anos de estudo para as populações do campo, da região de menor escolaridade no País e dos 25% mais pobres, bem como igualar a escolaridade média entre negros e não negros, com vistas à redução da desigualdade educacional.
Meta 9: Elevar a taxa de alfabetização da população com 15 anos ou mais para 93,5% até 2015 e erradicar, até 2020, o analfabetismo absoluto e reduzir em 50% a taxa de analfabetismo funcional.
Meta 10: Oferecer, no mínimo, 25% das matrículas de educação de jovens e adultos na forma integrada à educação profissional nos anos finais do ensino fundamental e no ensino médio.
Meta 11: Duplicar as matrículas da educação profissional técnica de nível médio, assegurando a qualidade da oferta.
Meta 12: Elevar a taxa bruta de matrícula na educação superior para 50% e a taxa líquida para 33% da população de 18 a 24 anos, assegurando a qualidade da oferta.
Meta 13: Elevar a qualidade da educação superior pela ampliação da atuação de mestres e doutores nas instituições de educação superior para 75%, no mínimo, do corpo docente em efetivo exercício, sendo, do total, 35% doutores. 7 estratégias.
Meta 14: Elevar gradualmente o número de matrículas na pós-graduação stricto sensu de modo a atingir a titulação anual de 60 mil mestres e 25 mil doutores. 9 estratégias.
Meta 15: Garantir, em regime de colaboração entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os municípios, que todos os professores da educação básica possuam formação específica de nível superior, obtida em curso de licenciatura na área de conhecimento em que atuam.
Meta 16: Formar 50% dos professores da educação básica em nível de pós-graduação lato e stricto sensu, garantir a todos formação continuada em sua área de atuação.
Meta 17: Valorizar o magistério público da educação básica a fim de aproximar o rendimento médio do profissional do magistério com mais de onze anos de escolaridade do rendimento médio dos demais profissionais com escolaridade equivalente.
Meta 18: Assegurar, no prazo de dois anos, a existência de planos de carreira para os profissionais do magistério em todos os sistemas de ensino.
Meta 19: Garantir, mediante lei específica aprovada no âmbito dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, a nomeação comissionada de diretores de escola vinculada a critérios técnicos de mérito e desempenho e à participação da comunidade escolar.
Meta 20: Ampliar progressivamente o investimento público em educação até atingir, no mínimo, o patamar de 7% (reivindicação de 10%) do Produto Interno Bruto (PIB) do País.