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Diretor da Capes propõe crescimento assimétrico de programas

23 de março 2012 - 21h30 Por Redação Douranews
Diretor da Capes propõe crescimento assimétrico de programas

A UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) realizou na manhã desta sexta-feira (23) o primeiro debate de 2012 sobre a expansão da universidade, com a palestra do diretor de programas e bolsas da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), Emídio Cantídio de Oliveira Filho. Ele falou sobre ações estratégicas nas regiões com menos programas de pós-graduação durante a discussão do tema “Pós-Graduação, Internacionalização e Inovação”.

Já na abertura do evento, o reitor da UFGD, Damião Duque de Farias, destacou que parte significativa do crescimento da pós-graduação da UFGD está relacionado ao posicionamento da Capes, de toda sua diretoria e especialmente de Emídio Cantídio, em reconhecer as dificuldades inerentes às desigualdades regionais, como a fixação de doutores e a estabilidade institucionais dos programas, e frente a isso adotar as políticas necessárias de apoio a essas instituições, principalmente das regiões Norte e Centro-Oeste.

Emídio ressaltou a necessidade de criar e implantar “programas assimétricos para reduzir as assimetrias”, como a de maior concentração dos programas de pós-graduação na região Sudeste, que possuiu 50% dos cursos de mestrado e doutorado, enquanto a região Centro-Oeste possui 7,5% e a Norte 4,4%, por exemplo.

Nesse sentido seria importante um olhar diferenciado para os investimentos nessas regiões, ao invés de repartir os recursos nas proporções anteriores. Com a diferenciação dos investimentos, nos últimos anos a região Norte criou novos programas de pós-graduação para chegar aos atuais 4,4%, já que antes eram apenas 2,5%. A localização de novos mestrados e doutorados nas demais regiões foi o que fez com que o índice de 75% dos cursos no Sudeste caísse para os atuais 50%.

Mais do que crescer quantitativamente, Emídio chamou a atenção para a importância de uma política interna em cada universidade para melhorar a qualidade dos novos cursos, com objetivo de passar do conceito 3 a 5, fruto de muita “transpiração”, para conceito 6.

Números do Brasil

Segundo dados do Sistema Nacional de Pós-Graduação (SNPG), atualmente o Brasil possui 4.972 cursos de pós-graduação, sendo 2.876 mestrados (57,8%), 1.698 doutorados (34,2%) e 398 mestrados profissionais (8%).  O número de alunos de 2012 ainda não está contabilizado, mas deve chegar a 200 mil, já que em 2010 eles eram 173.408 estudantes.

Para chegar a esse montante, houve um crescimento de 158% no orçamento da Capes, que em 2004 era de 384,5 milhões e em 2011 foi de R$ 1,4 bilhão. Desse bilhão, R$ 139 milhões são destinados a programas de fomento, R$ 157 milhões ao portal de periódicos e a maior parte do orçamento é destinada às bolsas, proporcionando recursos financeiros para que o aluno possa se dedicar exclusivamente aos estudos.

“As decisões políticas fazem a diferença. Se fosse no mesmo ritmo anterior, o número de bolsas para os pesquisadores que hoje é 71.957, seria de aproximadamente 40 mil”, afirmou o diretor de bolsas da Capes.

Na UFGD

A UFGD aproveitou as ações estratégicas da Capes para avançar na pós-graduação. São 14 mestrados, um mestrado profissional e três doutorados. Para os alunos de mestrado são 248 bolsas, para o doutorado 44 bolsas e para o pós-doutorado 14 bolsas. Em 2006, quando a UFGD foi criada, eram apenas 22 bolsas, representando um aumento de 1.291% frente ao crescimento geral de 123% do Sistema Nacional de Pós-Graduação.