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Professores decidem procurar Murilo para reabrir negociações

05 de abril 2012 - 20h33 Por Redação Douranews
Professores decidem procurar Murilo para reabrir negociações

Pouco mais de cem, dos quase 900 filiados da Rede Municipal de Ensino ao Simted (Sindicato municipal dos Trabalhadores em Educação) de Dourados participaram da assembleia convocada às pressas para a tarde desta quinta-feira (5) na sede da entidade. Na pauta, a busca de uma saída para tentar rever a rejeição da proposta apresentada ontem (4) pelo prefeito Murilo Zauith para o acordo salarial dentro do prazo legal.

Durante a fase de negociações com a comissão formada por representantes do Sindicato, a Prefeitura propôs um reajuste de 20%, sendo 8% em abril, 6% em setembro e 6% em dezembro deste ano e se prontificou também a provisionar, no orçamento municipal de 2013, a garantia de se alcançar o piso reivindicado pela categoria.

O prefeito Murilo Zauith, que conduziu pessoalmente a maior parte das negociações, chegou a dizer que o Município poderia até estabelecer o piso nacional, no valor de R$ 1.451,00 para 40 horas, a principal bandeira de luta do movimento sindical nacional dos educadores, porém, para isso, teria que rever os valores correspondentes aos adicionais que compõem a massa salarial da categoria.

Com a recusa dos participantes da assembleia realizada na tarde de ontem, a administração municipal decidiu suspender o envio da mensagem que seria analisada pela Câmara de Vereadores em sessão extraordinária já convocada para às 8 horas de segunda-feira. Na assembleia desta quinta-feira, a categoria decidiu “retomar a conversa”, inclusive como forma de tentar preservar alguns ganhos que estavam embutidos na proposta oficial.

Administrativos

O impasse maior, e que caracterizou o princípio de um racha na entidade sindical, ficou por conta da condição dos servidores administrativos. Acontece que um grupo desse segmento [enquadrado na Lei 117 e 118] foi contemplado no começo do ano passado com reajustes que equipararam diferenças salariais de até dez anos.

“Hoje, tem geógrafo, por exemplo, lotado em sala de aula que ganha pouco mais da metade que um mesmo geógrafo que esteja cumprindo expediente em outro setor da administração”, comparou a professora Marlene Ribeiro, que também é presidente o Comed (Conselho Municipal de Educação).

A professora Deumeires Moraes, que também é secretária da direção estadual da Fetems (Federação dos Professores de MS), observou que, depois de ter rejeitado a primeira proposta do Município, “agora é o momento de sermos racionais, sob pena de perdermos o mínimo do que já tinha sido conquistado”.