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Professores não vão à escola e nem fazem greve em Dourados

10 de abril 2012 - 18h16 Por Redação Douranews
Professores não vão à escola e nem fazem greve em Dourados

O encaminhamento adotado este ano, nas negociações salariais com o Município, pela diretoria do Simted (Sindicato municipal dos trabalhadores em Educação) de Dourados, resultou em idas e vindas desencontradas que só não foi pior para a categoria porque a Prefeitura encaminhou, no prazo legal, a proposta de reajuste anteriormente acordada com representantes da entidade.

A última “trapalhada” do Simted aconteceu na manhã de hoje (10) quando a entidade convocou boa parte dos educadores que deveriam estar em sala de aula, atendendo aos filhos dos pais de alunos, para uma anunciada greve por tempo indeterminado, como chegou a ser ventilada em alguns órgãos de comunicação.

Na assembleia, realizada às 9 horas, “foi decidido por maioria dos votos (...) que a greve nas escolas municipais não irá prosseguir”, informa a diretoria do Simted em nota enviada no começo da tarde desta terça-feira para as redações.  A assembleia deliberou pela escolha dos membros de uma comissão que ficará encarregada de estabelecer datas junto à Prefeitura para tratar de pontos que tenham ficado para trás durante o processo de negociação por não dependerem do período eleitoral, como por exemplo, a questão dos aposentados, a situação dos administrativos e do PCCR (Plano de Cargos, Carreiras e Remunerações).

Na véspera do feriado prolongado da Semana Santa, depois de vários encontros com a equipe técnica da Prefeitura e da Secretaria de Educação para fechar o acordo salarial de 2012, quase que a diretoria do Sindicato coloca em risco a proposta de reposição de 20% nos salários da categoria, depois de ter anunciada, também, uma greve fora de época e de ter “recusado” o acordo que havia sido firmado pelos negociadores.

Para a sorte da maioria, a assembleia de quinta-feira (5), último dia útil antes de sessão extraordinária da Câmara convocada pelo prefeito para ontem (9) cedo, quando os vereadores aprovaram a proposta, foi soberana e recomendou a retomada das negociações, evitando que os educadores ficassem com o índice da inflação (em torno de 6%) caso tivesse sido ultrapassado o prazo limite, aplicado excepcionalmente este ano por conta da legislação eleitoral.