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Em defesa dos administrativos, Fetems ameaça paralisação

11 de abril 2012 - 16h34 Por Redação Douranews
Em defesa dos administrativos, Fetems ameaça paralisação

Em assembleia geral da Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul), realizada na manhã de hoje (11), mais de 200 trabalhadores em educação, representantes dos 71 sindicatos filiados à Federação, definiram que se for necessário paralisar as atividades das redes públicas de ensino, para que o Governo do Estado reabra as negociações como a reformulação do Estatuto dos Trabalhadores em Educação, regido pela Lei 0087, e o reajuste salarial dos administrativos em educação, isso irá acontecer.

De acordo com o presidente da Fetems, Roberto Magno Botareli Cesar, a votação foi unânime e ficou definido que na terça-feira (17), durante o 3º Encontro dos Administrativos em Educação da Federação, se o Governo não tiver sinalizado uma data para que as negociações sejam reabertas, os administrativos em educação e dirigentes sindicais presentes no evento irão realizar um ato público e, se caso não adiantar, a categoria está preparada para paralisar as atividades na rede pública de ensino estadual.

“Acabamos de sair de uma greve nacional de três dias, estamos preparados e mobilizados para ir a luta pelos nossos direitos. Esperamos que o governador André Puccinelli reabra as negociações com a direção da Fetems, como havia ficado definido no final de 2011, caso isto não aconteça a assembleia definiu que vamos paralisar as nossas atividades, na rede estadual, no próximo dia 24 de abril”, afirma.

No dia 17 de novembro de 2011, os trabalhadores em educação, entre presidentes dos 71 sindicatos de base filiados a Fetems, rejeitaram, em Assembleia Geral Extraordinária, a proposta de reformulação da Lei 0087 apresentada pelo Governo do Estado naquele período. Após isso, ficou definido que as negociações seriam retomadas no início de 2012 e até o final de março o Governo apresentaria uma nova proposta para a categoria.

Roberto Magno pontuou algumas questões que fizeram com que os trabalhadores recusassem a proposta do Governo no ano passado. "A categoria considerou que as alterações apresentadas pelo Governo, no final de 2011, não atendiam de fato as solicitações dos trabalhadores em educação de MS. Não fomos atendidos na questão da Lei do Piso, que garante 1/3 de hora atividade para os professores e principalmente sobre as questões dos administrativos em educação, eles não foram incluídos no nosso Estatuto como havíamos solicitado", explica.