O Ministério da Educação considera precipitada a greve dos professores das instituições federais de ensino superior. Os professores da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) aprovaram paralisação geral a partir de amanhã (28) depois de três dias de alerta realizado na semana passada. Em nota, o Ministério também nega que o piso salarial dos professores seja de R$ 557,51, como informou o Andes (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior).
Segundo o Ministério, apenas 180 professores, de um total de 70 mil, recebem R$ 1.597,92 por uma jornada de apenas 20 horas. “Com o aumento de 4% mais a incorporação das gratificações, o menor salário para um professor, sem nenhum titulo de pós-graduação (doutorado, mestrado ou qualquer especialização) com uma jornada de 40 horas, é R$ 2.872,85. Um professor com dedicação exclusiva e título de doutorado recebe um mínimo superior a R$ 7 mil”, diz a nota, assinada pelo secretário de Educação Superior do Ministério da Educação, Amaro Lins.
De acordo com o Ministério, o reajuste de 4% acordado com as representações sindicais foi cumprido por força de uma medida provisória, assinada pela presidente Dilma Rousseff, no dia 11 deste mês, e publicada no Diário Oficial da União no dia 14. O ministério argumenta que esse reajuste foi definido antes, portanto, da deflagração do movimento grevista, e com efeito retroativo a março.
Quanto ao Plano de Carreira, as negociações se desenvolvem no âmbito do Ministério do Planejamento, e sua implementação é para 2013, diz o Ministério da Educação.