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UFGD cria Faculdade de Estudos Indígenas em Dourados

29 de maio 2012 - 21h40 Por Redação Douranews
UFGD cria Faculdade de Estudos Indígenas em Dourados

O reitor da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados), Damião Duque de Farias, realizou a instalação da Faculdade de Estudos Indígenas e a posse do diretor pro tempore, Antonio Dari Ramos, na tarde de segunda-feira (28), no cineauditório da Unidade 1.  A solenidade também foi de posse do diretor e da vice-diretora da Face (Faculdade de Administração, Ciências Contábeis e Economia), professor  Alexandre Bandeira Monteiro e a professora Madalena Maria Schlindwein.

Sobre a instalação da Faculdade de Estudos Indígenas, o reitor definiu como passo importante para o fortalecimento do compromisso que a universidade tem desde sua criação com a comunidade indígena, especialmente com os Guarani e Kaiowá da região de Dourados, e deixou clara a intenção de que com a Faculdade, a UFGD possa abranger outras comunidades indígenas de Mato Grosso do Sul e do Brasil.

“A UFGD nasceu para ter esse compromisso e ser reconhecida como instituição que busca a promoção do desenvolvimento da região de Dourados, com políticas públicas bem direcionadas para a cidadania e justiça social da população. Nesse sentido o foco na comunidade indígena de Mato Grosso do Sul”, defendeu Damião Duque de Farias.

O primeiro desafio assumido pela UFGD foi a criação, logo no início das atividades da universidade, em 2006, do curso de Licenciatura Intercultural - Teko Arandu. A expectativa do reitor é implantar até o fim do mandato, outros dois cursos com foco nesse público, provavelmente nas áreas de saúde e de produção e meio ambiente, que deverão estar localizados na Faculdade de Estudos Indígenas.

“As demandas são a sociedade e a comunidade que apresentam a Universidade. Os desafios e dificuldades para respondê-las sempre teremos. O que precisamos é de vontade e apoio político dos parceiros para superá-los”, afirmou o reitor.

O diretor pro tempore empossado, Antonio Dari Ramos, também falou da ligação histórica da criação da UFGD com os movimentos sociais, especialmente da implantação do curso Teko Arandu como resposta ao sonho dos indígenas, indigenistas e das instituições. Por isso, defendeu a instalação da Faculdade de Estudos Indígenas como um ato que aprofunda o compromisso da UFGD e dá lugar de destaque ao processo de a formação acadêmica dos indígenas.

Com a Faculdade, o objetivo é dar continuidade ao curso de Graduação da Licenciatura Intercultural, criar cursos específicos para os indígenas de diversos grupos étnicos, mas também para outros públicos, promovendo a interculturalidade.

Membro do Conselho Nacional de Políticas Indigenistas e aluno do Teko Arandu, Anastácio Peralta lembrou da mobilização para criação do Teko Arandu, por parte de diversas organizações, como o Movimento de Professores Guarani Kaiowá e também de pessoas que perderam a vida nesse projeto, como o professor Renato Gomes Nogueira, um dos mais entusiastas pela proposta.