O deputado federal Reinaldo Azambuja (PSDB/MS) se reuniu com a diretoria da Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul), em seu escritório, na manhã desta segunda-feira (23), em Campo Grande e firmou o compromisso de votar contra o Projeto de Lei 3776/08 que fixa a atualização do piso do magistério ao INPC/IBGE, que está tramitando na Câmara Federal.
Na ocasião os membros da diretoria da Federação explanaram as questões relacionadas ao PL 3776/08 e enfatizaram que para o movimento sindical da educação pública brasileira este Projeto de Lei é um retrocesso na busca de valorização profissional para os educadores e de mais qualidade para educação brasileira, por isso a Fetems está se reunindo com os deputados federais de Mato Grosso do Sul para solicitar que eles votem contra o PL.
Segundo o presidente da Fetems, Roberto Magno Botareli Cesar, quem foi eleito com a promessa de elevar a qualidade da educação não pode de maneira alguma apoiar esta iniciativa absurda. “O PL 3776/08 desvirtua a Lei do Piso Salarial Nacional, nº 11.738/08, que criou o Piso, visando recuperar o salário do professor em 10 anos, e a meta 17 do PNE (Plano Nacional de Educação). Enquanto o PNE preconiza valorização dos profissionais do magistério da educação básica, o PL 3776/08 caminha na direção contrária, e se for aprovado, com reajuste salarial apenas pelo INPC, em 10 anos o professor vai ganhar o valor do salário mínimo”, afirma.
O presidente da Fetems disse ainda que o reajuste apenas pelo INPC não está sintonizado com o que o Governo Federal prega de valorização do magistério, muito menos com as discussões em torno da aprovação do Plano Nacional de Educação que tem como foco principal a valorização do magistério para a construção de uma educação pública de qualidade. “Esperamos que os deputados federais de Mato Grosso do Sul votem contra este projeto absurdo que será um retrocesso na nossa luta por valorização profissional”, disse.
De acordo com o deputado Reinaldo Azambuja a Federação e todos os trabalhadores em educação podem contar com o seu apoio em relação a este assunto, pois ele também não concorda com este projeto. “Acredito que temos que avançar nos debates e não retroceder, por isso com certeza votarei contra este PL. Nós temos que encontrar uma maneira para que este reajuste seja viável para ambos os lados, poder público e trabalhadores e é isso que precisamos discutir”, ressalta.