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UFGD discute novo calendário para evitar perdas após a greve

27 de julho 2012 - 13h02 Por Redação Douranews
UFGD discute novo calendário para evitar perdas após a greve

A greve dos professores das universidades federais já dura 72 dias e aumenta a probabilidade de que o calendário letivo de 2012 tenha que ser estendido até o início de 2013. Na maioria das 57 instituições, a paralisação teve início antes do encerramento do primeiro semestre. Com isso, quando a greve terminar, será necessário concluir as atividades para só então dar início ao segundo semestre de 2012.

Em Dourados, a Reitoria da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) já adiou, sem novo agendamento, a reunião do Cepec (Conselho de Ensino, Pesquisa, Extensão e Cultura) que iria avaliar, no dia 19 passado, as providências a serem tomadas em função do tempo em que os cursos ficaram paralisados. Outra preocupação é com o calendário de colações de grau para os cursos do meio do ano. “Ninguém por aqui sabe ainda o que vai ser feito”, disse uma fonte da Universidade.

Além dos professores, os técnicos administrativos das universidades federais estão em greve desde 11 de junho. Em algumas universidades, a paralisação dos servidores também atrapalha o calendário, já que serviços como o lançamento de notas e matrículas podem ficar comprometidos. O governo espera resolver a situação com os professores para depois iniciar a negociação com os técnicos.

O Sindicato dos Trabalhadores da UFGD convocou assembleia para segunda-feira (30), às 8 horas na Unidade 1 da UFGD para discutir o fim da greve. A tarde, a partir das 14 horas acontece a assembleia dos técnicos administrativos na biblioteca do HU (Hospital Universitário) para avaliar o movimento e as novas decisões a serem tomadas em função da recente proposta do Governo para o fim da greve dos docentes.

Ontem (26), docentes de pelo menos 12 universidades federais já rejeitaram a proposta apresentada pelo governo na terça-feira (24) e mantiveram a paralisação. São elas as universidades federais do Rio de Janeiro (UFRJ), de Santa Maria (UFSM), de Pernambuco (UFPE), Rural de Pernambuco (UFRPE), do Espírito Santo (Ufes), de Uberlândia (UFU), de Brasília (UnB), da Paraíba (UFPB), da Bahia (UFBA), de Goiás (UFG), de Pelotas (UFPel) e Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). Na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), os docentes aceitaram a proposta do governo, mas o fim da paralisação ainda depende da aprovação em um plebiscito.